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Reconquistando minha amante secreta milionária romance Capítulo 31

Estando sozinha em sua casa, Julieta se sentiu sufocada, abriu as cortinas e as janelas, e mesmo assim se sentia presa.

— Me sinto sem ar — comentou consigo mesma, ofegante.

Tomou um banho rápido, já que não se lembra de tê-lo feito na casa de Maximiliano, e vestiu roupa confortável para descer as escadas. Eram quase oito da noite, mas ela precisava de ar fresco... pelo menos o mais fresco possível na cidade.

— O que você está fazendo aqui sozinha? — pergunta uma voz masculina que ela reconhecia muito bem.

Estava há pelo menos duas horas sentada olhando para o nada quando sentiu sua presença, o que lhe recorda os dois buquês de flores que recebeu pouco depois que ele foi embora. Ele se senta ao seu lado e ela continua olhando para frente sem querer vê-lo.

Maximiliano havia deixado dois homens de segurança perto dela, sabia cada passo que ela dava, mas não lhe diria isso.

— Gosto de estar sozinha — mente Julieta, não querendo admitir que estava aterrorizada de ficar sozinha — gostaria que continuasse assim, senhor Maximiliano.

Sentia vergonha de admitir que se sentia tão assustada em seu próprio apartamento, que sentia falta de oxigênio...

— Falei com minha família... — começou dizendo Max — chegamos a um acordo.

— Não me interessa — respondeu Julieta séria, cortando pela raiz sua conversa, parecia como se as emoções tivessem se apagado nela. Não conseguia sentir nada — eu não estava lá, então seu estúpido acordo não vale, não assinei merda nenhuma.

— Julieta — disse Max suspirando — deixe-me... falar, ok? — sua voz baixa e rouca, ao ver que Julieta não dizia nada, continua nervoso — minha mãe e Liliane estão proibidas de entrar na Hawks Holding.

— Mesmo assim quero ir embora, já fui demitida, Maximiliano — suspira Julieta, o que menos quer agora é discutir com o habilidoso negociador que era Max — já não quero ver a sua cara, especialmente a daquela gente que atentou contra minha vida, quero processar.

"Sabia que ela iria querer justiça e não iria impedi-la", pensa Max.

— Você pode processar, e te darei férias — se apressa em dizer para que ela não vá embora — também uma compensação por tudo o que você passou, diga um valor e é seu — tira sua caderneta de cheques e assina um cheque em branco e entrega a ela.

Julieta o toma entre suas mãos e fica olhando-o fixamente, ri sem humor, primeiro suavemente e por fim segurava o estômago enquanto não parava de rir; o semblante de Max endureceu, mas não disse nada.

— Que engraçado, presidente Hawks — disse quando termina de rir, a moça parece perturbada nesse momento — três anos... três anos, Max — diz limpando as lágrimas de riso — não te pedi nada em três anos enquanto era seu sujo segredo e ainda pensa que se trata de dinheiro, se é assim você está cego — disse com sarcasmo e incredulidade.

"Que cega estive todo esse tempo", pensa Julieta com amargura.

— Não penso que se trate só de dinheiro, mas é justo que você tenha um mínimo de compensação por tudo... não só o que minha mãe te fez, mas tudo — diz tentando ser suave com ela.

— Você não tem nem a mínima ideia de nada — Julieta o olha por um segundo e rasga o cheque, jogando-o na cara dele — nunca se tratou de dinheiro, deixei que pisoteassem minha dignidade e meu amor por anos, não mais, Maximiliano.

— O que quer dizer? — pergunta Max olhando-a com medo e confusão.

Maximiliano apertou o maxilar, não porque não soubesse que ela já tinha feito aniversário, mas porque nesse dia estava tão ocupado com reuniões o dia todo que se esqueceu e ela nunca tinha feito problema por isso e pensou que não importava.

— Pensei que essas coisas não te agradavam, Julieta. Nunca disse nada — replica com os dentes cerrados, sentado onde estava com as mãos nas coxas tentando pensar em algo que o salvasse de suas perguntas.

— Te disse no meu primeiro ano com você que estava de aniversário e qual foi sua resposta? — fez como se pensasse — Ah, sim! Limite-se a fazer seu trabalho, Julieta, não venha com criancices e coisas que não me interessam, tome, um cartão dourado e compre algo e pare de encher o saco! — fala imitando o melhor que pode a voz de Max.

— Não é justo! — quebra-se a falsa calma de Max — isso foi quando começamos com este acordo e você concordou que era só sexo, não se pensa em um presente para alguém que...

— Que não te importa? Então o que está fazendo aqui? — pergunta com uma risadinha — Sabe de uma coisa? Não quero saber, vou embora daqui. Obrigada pelas flores.

Julieta estava para ir embora quando Max a abraça por trás colando-a ao seu peito, o coração de Julieta parou por um segundo e no seguinte redobrou suas batidas como um tambor querendo sair do peito, de qualquer forma se livrou do seu abraço.

— Não me toque! — grita alto o suficiente para que qualquer um que esteja por perto os escute.

Max a deixa ir e ela se afastou dele.

"Que flores?", se pergunta Max e se levanta para segui-la.

Julieta voltou para sua casa, com Max pisando em seus calcanhares sem querer deixá-la, até que ela não estivesse a salvo em seu apartamento não foi para sua casa sentindo-se miserável pela primeira vez em anos, sua cabeça era um fervedouro de sentimentos e pensamentos cruzados que não o deixavam conciliar o sono.

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