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Reconquistando minha amante secreta milionária romance Capítulo 295

O vestido vermelho abraçava cada curva de Julieta como uma segunda pele, parando justo em seus joelhos, realçando sua figura com uma elegância perigosa. Esta noite ela estava deslumbrante, mas além de sua beleza, o que chamava atenção era a determinação que ardia em seu olhar.

Marcelo a observou com a testa franzida, cruzando os braços. Já a considerava família depois de tudo que haviam passado, e não conseguia evitar se preocupar.

—Tem certeza de que pode fazer isso? —perguntou com cautela—. Não é necessário que o veja.

Julieta ergueu o queixo, firme.

—Estou bem. E claro que quero estar aqui quando pegarem esse rato de esgoto.

Marcelo deixou escapar uma risada baixa e resignada.

—Tá bom, tá bom... —sussurrou, mas sua expressão continuava séria—. Mas não desça até que o tenhamos. Não quero que corra riscos desnecessários.

Julieta assentiu, mas seus olhos brilhavam com uma mistura de adrenalina e satisfação antecipada.

Antes de se afastar, Marcelo deslizou uma arma em sua mão.

—Nunca se é cuidadoso demais —disse em voz baixa.

Ela pegou a pistola sem hesitar, sentindo o peso frio do metal em sua palma.

Desta vez, não pretendia ser uma espectadora indefesa.

A operação estava em andamento. A polícia e a equipe de Marcelo haviam coberto todas as saídas, prontos para capturar Sebastián Deveroux. O homem, encurralado, havia apostado tudo numa última saída: fugir pelo mar num navio de carga. Acreditava que o cais, solitário àquela hora, lhe oferecia a oportunidade perfeita para desaparecer.

Ao seu lado, o único criado que lhe restava—um de seus homens mais leais—lhe informou num sussurro:

—Já está tudo pronto, senhor Deveroux.

Sebastián assentiu, sua mandíbula apertada pela tensão.

—Bem, bem... —murmurou, tirando um maço de notas e estendendo—. Obrigado por tudo. Aqui está seu pagamento.

Mas antes que o dinheiro mudasse de mãos, um som cortou a quietude da noite.

—Polícia! Mãos ao alto!

Luzes cegantes iluminaram o cais e de repente, estava cercado.

—Não, não! Merda! —praguejou Sebastián, sentindo como o pânico o invadia.

Sua mente trabalhava a toda velocidade, procurando uma saída, mas não havia nenhuma. A emboscada era perfeita. Haviam o pego como um animal.

E só uma pessoa poderia ter planejado isso.

Julieta.

Aquela maldita vadia havia lhe preparado uma armadilha. Não só destruiu seus negócios legais, como agora tinha a polícia respirando em seu pescoço.

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