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Reconquistando minha amante secreta milionária romance Capítulo 150

No escritório de Maximiliano

A atmosfera no escritório de Maximiliano Hawks estava carregada de expectativa. Todos o observavam, esperando respostas, enquanto ele revisava o relatório que Marcelo havia lhe dado e mostrou a todos a foto, que mostrava que Julieta estava bem. A expressão de Tomás, no entanto, era de fúria contida; murmurava com amargura para si mesmo:

—É um imbecil... O que estará fazendo com minha menina? —pensou em voz alta, com uma expressão sombria—. Vai pagar por isso.

Maximiliano mal ouviu seu murmúrio, mas levantou uma mão para acalmá-lo.

—Não se preocupe —disse, tentando projetar tranquilidade— vou fazê-lo pagar, por enquanto temos que jogar o jogo dele.

Justamente naquele momento, um dos assistentes irrompeu no escritório, interrompendo a reunião.

—Desculpe incomodá-lo, senhor Hawks, mas há alguém lá embaixo que insiste em falar com o senhor —parecia cauteloso. Todos no escritório tinham rostos sombrios.

Maximiliano soltou um suspiro, cansado.

—Não estou para ninguém agora —massageou a testa se sentindo mal. Pegou um copo d'água e bebeu seu remédio, mas só porque queria estar bem para o retorno de Julieta.

—O senhor é insistente —acrescentou o assistente—. Diz que não vai embora até que aceite o envelope que lhe deram para entregar.

Maximiliano arqueou uma sobrancelha, estranhando, mas um pressentimento o impulsionou a aceitar.

—Diga para ele subir —pede no final por puro impulso.

Pouco depois, um taxista cubano de pele morena e olhos escuros, com roupas simples entrou no ambiente. Observou todos um por um, até que finalmente perguntou:

—Quem de vocês é Maximiliano Hawks? —observa atento.

Maximiliano deu um passo à frente, seu olhar firme.

—Sou eu. O que tem para mim? —pergunta direto ao ponto.

—Um envelope —respondeu o homem, estendendo-o—. A moça que me entregou disse que devia dá-lo a Maximiliano Hawks. Me deu 20 dólares e disse que, se faltasse algo mais, o senhor se encarregaria.

O taxista fez uma pausa e, algo preocupado, acrescentou:

—O que me inquieta é a moça... ficou no meio do nada —isso o deixou nervoso— ela insistiu.

—Que moça? —perguntou Callum, com uma repentina sensação de alarme.

Espero que este plano funcione.

Obrigada, Isabel."

Quando terminou de ler, o silêncio era esmagador. Todos ficaram estupefatos, assimilando as palavras de Isabel. Callum, que havia permanecido tenso, de repente empalideceu ainda mais, cambaleando ligeiramente. Num murmúrio quase inaudível, confessou algo que surpreendeu a todos:

—Isabel está grávida —seus olhos arregalados de confusão.

"O que você fez, Isabel?", pensou Callum sentindo que seu coração poderia sair do peito a qualquer momento.

—O que disse? —pergunta Tomás, que estava perto, virou-se para ele, desconcertado.

—Isabel está grávida... ela está grávida de meu filho. E agora está na boca do lobo —Callum repetiu, com a voz quebrada.

A revelação deixou todos atônitos, e a preocupação se transformou numa urgente necessidade de ação. Maximiliano não perdeu nem mais um segundo e se dirigiu a todos.

—Temos que ir buscá-las agora mesmo —fala decidido— temos que tirar as moças de lá e já temos um endereço.

A tensão no escritório havia se transformado numa determinação silenciosa. Ninguém podia se dar ao luxo de perder mais tempo.

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