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Reconquistando minha amante secreta milionária romance Capítulo 136

Ninguém o viu fazer nada, ninguém o escutou mover um corpo inconsciente. À medida que avançava, as luzes do hospital piscavam, como se a escuridão estivesse esperando a oportunidade perfeita para se apoderar do lugar. Carregava Julieta, a flor mais linda, sujeita à sua vontade. Sabia que seu tempo havia chegado. Finalmente.

Em menos tempo do que Julieta poderia ter suspeitado, já não estava no hospital. Em seu lugar, o homem misterioso se encontrava em um lugar afastado, escuro, onde não havia testemunhas que pudessem delatá-lo. Ali, tudo havia sido preparado meticulosamente.

— Tem certeza de que é melhor dar um quarto para ela? — pergunta um de seus subordinados.

O olhar glacial daquele homem o deixou petrificado no lugar.

— Se não tivesse certeza não teria ordenado nada — comenta com desdém. Odeia perguntas estúpidas.

— Tem razão, lamento minha torpeza, senhor — fala nervoso — se quiser... eu posso carregá-la pelo senhor.

Outro olhar assassino é lançado em sua direção e seu pomo de Adão se move desconfortável.

— Se retire e envie alguém mais competente — solta de forma venenosa, apertando o corpo inerte de sua linda flor.

O que Julieta não sabia é que, em sua ausência, Maximiliano estava enlouquecendo procurando-a por todo o hospital e descobriria que o mais importante em sua vida havia desaparecido. Mas isso já não importava. O homem que a tinha em suas mãos só desejava uma coisa: o poder, o controle. E Julieta, para ele, era o último peão em um jogo muito maior.

Maximiliano se sentou derrotado em uma cadeira do hospital com os olhos vermelhos, com o rosto esgotado pelas horas de tratamento e não encontrar Julieta em lugar nenhum o deixou em pânico.

— Onde está, amor? — pergunta se sentindo vazio — O que aconteceu com você?

Maximiliano lembra de entrar no escritório onde Julieta deveria estar deitada em um sofá-cama e seu coração parou ao ver a cama vazia. O suco ainda estava sobre a mesa pela metade, e o pequeno copo de vidro parecia brilhar sob a luz tênue. O vazio em seu peito se agrandou quando procurou freneticamente por todo o hospital, chamando enfermeiras e médicos, mas ninguém havia visto nada estranho.

— Julieta... — sussurrou, sentindo como o pânico começava a se apoderar dele — Onde está?

— Já estamos nos comunicando com a polícia de Genebra e estamos peneirando a zona — disse Marcelo sempre eficiente, com cara preocupada por Julieta e o estado de Max — vá para casa, eu me encarrego.

A angústia havia se apoderado de sua mente enquanto corria para o vestíbulo, mas era tarde demais. Julieta havia desaparecido, e com ela, qualquer rastro do que acabara de ocorrer.

Quem quer que tivesse levado Julieta havia ganhado, por enquanto. Mas Maximiliano não descansaria até encontrá-la, nem mesmo se tivesse que mover montanhas.

***

O carro avançava pela estrada, e o reflexo das luzes da cidade deslizava pelas janelas. Isabel observava o elegante vestido que Callum havia mandado para a ocasião, tentando se acalmar. Sabia que Callum estava preocupado com como sua relação parecia, e este jantar era sua tentativa de suavizar as tensões. Não era um terreno fácil, mas Isabel estava decidida a que, acontecesse o que acontecesse, tentaria superar a situação. Naquela noite havia sonhado que, depois do jantar, seria capaz de contar a Callum sobre sua gravidez.

— Ainda está nervosa, linda — disse Callum pegando sua mão para uni-las com as dele. Isabel ficou olhando para ele por muito tempo e respirou fundo.

Callum não perguntou, estava certo de que ela continuava nervosa.

— Só um pouco, finalmente... conhecerei seu filho — a emoção de conhecer Terrence eclipsou seus medos e inseguranças com a família de Callum e especialmente Arabella.

— Passem para a sala de jantar, já está pronto o jantar — disse Brenda com um grande sorriso verdadeiro no rosto quando os planos começavam a tomar forma dentro de sua mente.

Durante o jantar, Callum fez um esforço constante para incluir Isabel na conversa e mostrar seu apoio. No entanto, Isabel podia sentir os olhares despectivos de Brenda e Arabella, que a isolavam com seus olhos e seus silêncios. Embora Callum intercedesse, havia batalhas que só ela mesma podia lutar.

— Foi um jantar delicioso — comenta Isabel por educação, a verdade é que a comida lhe sabia a areia.

— Obrigada — responde Brenda.

— Minha mãe diz que faz muito tempo que não se veem — interrompe Arabella sem se preocupar com mais nada.

Terrence observava tudo calado e analítico como gostava de fazer, Isabel lhe lançou alguns olhares fortuitos e era um menino lindo e inteligente, mas reservado demais.

— Seria maravilhoso se viajássemos para nos encontrar — disse Brenda encantada — Poderíamos fazer férias familiares, assim se relacionam mais com Terry — oferece Arabella calculadamente.

— Fantástico! Não acha, Callum? — pergunta sua mãe.

Isabel levou as mãos ao ventre de forma instintiva sentindo que deve proteger seu filho.

"O que será de nós se devo me afastar de Callum?"

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