Julieta caminhava de um lado ao outro no corredor do hospital. Estava há uma hora esperando Max terminar seus exames e, para matar o tempo e acalmar seu desejo, se dirigiu à máquina de salgadinhos. No entanto, a maldita máquina decidiu roubar seu dinheiro e deixá-la sem suas batatas.
Franzindo a testa, Julieta bateu no vidro da máquina com frustração.
— Vamos! Me dê minhas batatas! — murmurou irritada — Você é uma máquina má! Sequestra batatas!
O corredor estava vazio, e ela aproveitou para dar mais alguns socos. Mas nada, a máquina se negava a dar suas batatas.
Estava disposta a abandonar a missão e ir por um sanduíche na cafeteria, mas não era o que queria. Além disso odiava se afastar de Maximiliano quando estava com seus exames de revisão. Estava tão perdida em seus pensamentos quando de repente alguém, do outro lado, deu um soco forte no vidro da máquina. Julieta deu um pulo, protegendo instintivamente sua barriga crescente, e deu um passo para trás vendo o homem que havia batido na máquina. O pacote de batatas finalmente caiu.
— Desculpe, não queria assustá-la — disse um rapaz moreno, de olhos escuros e sorriso caloroso, levantando as mãos em sinal de paz. Julieta o olhou com surpresa, e ele soltou uma risada suave — só queria ajudar, prometo.
— Obrigada — Julieta obriga seus ombros a relaxarem e lhe dá um sorriso um pouco forçado porque ainda está com o coração acelerado pela súbita intromissão.
— Julieta Beaumont! Se lembra de mim? — pergunta o rapaz com um sorriso ainda maior ao reconhecê-la.
Julieta o observou detidamente e, depois de alguns segundos, seu rosto se iluminou ao reconhecê-lo.
— Espere... Jameson? O nerd James! — disse Julieta, caindo na gargalhada.
Lembrava vividamente como ele, sendo um garoto tímido com espinhas no rosto e aspecto nerd, a seguia como um cachorrinho em seus anos de escola. Eram bons amigos naquela época, depois ele foi para o exterior e haviam perdido todo contato.
Jameson corou, passando uma mão pelo cabelo, e riu também.
— Sim, o mesmo — admitiu com um sorriso envergonhado — E sim, eu sei... naquela época era um desastre hormonal, mas bem, já passaram esses tempos.
A conversa fluiu com naturalidade, lembrando anedotas da infância e adolescência. Julieta estava entretida, rindo e esquecendo por um tempo a situação com Max, quando Jameson, com um olhar nostálgico, disse:
— Sabe, sempre tive uma espécie de "paixonite" por você. Você era a garota popular, e eu... bem, só era o filho do seu padrinho. O que te seguia para todo lugar — confessa Jameson.
Julieta riu, levando a mão à boca.
Julieta, antecipando o conflito por parte de Max, interveio rapidamente.
— Ele é o pai do meu bebê, Jameson. Este é o filho do meu padrinho, seu médico — explica Julieta enquanto os apresenta — fomos juntos para a escola com Tomás.
Max apertou Julieta ainda mais perto, sem tirar o olhar de Jameson.
— Muito prazer, Jack — disse Max dizendo seu nome errado de propósito — Vamos embora, Julieta. Já terminei meus exames, entregam amanhã.
Julieta revirou os olhos entre divertida e exasperada. Achava adorável e engraçado ver Max ciumento, mas sabia que a situação estava prestes a ficar desconfortável se não interviesse.
— Nos vemos, Jameson, cumprimente sua mãe — Se despediu de Jameson, lançando-lhe um olhar de desculpas, enquanto Max a conduzia para fora do hospital, sem soltar sua mão nem um instante.
Enquanto se afastavam, Julieta não conseguiu resistir a um último olhar para Jameson e como estava mudado, que se despediu com um sorriso, fazendo caretas divertidas. Max apertou suavemente sua mão, murmurando algo sobre "caras intrometidos", enquanto ela continha um sorriso.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Reconquistando minha amante secreta milionária