Depois de uma viagem longa chegaram para tomar um banho no hotel, tinham uma suíte com dois quartos e depois iriam ver casas, tinham que ficar meses em Genebra por causa do tratamento. Então tinha que pensar a longo prazo.
— Você está um pouco pálida — disse Max sempre observador.
— Estou um pouco enjoada, vou me deitar um pouco antes de conseguir ingerir alguma coisa — responde Julieta, com um sorriso trêmulo tentando não preocupá-lo.
— Descanse, depois pedimos serviço de quarto. Não acho que seja bom que saia assim e precisa de descanso na sua condição — aconselha Max.
Havia decidido se informar mais sobre a gravidez de Julieta, mas não queria sobrecarregá-la com suas perguntas.
— Sim, obrigada — se vira e entra em seu quarto.
Julieta jamais pensou que estaria neste tipo de situação com Maximiliano Hawks, mas não se arrependia de ajudá-lo.
No dia seguinte Julieta e Maximiliano entraram no consultório, o ar de Genebra estava fresco, quase frio, mas havia algo reconfortante no ambiente. As semanas de incerteza e medo pela saúde de Max pareciam mais leves nesta cidade, como se ao chegarem a esta nova etapa, o peso em seus ombros diminuísse um pouco.
O médico, Dr. Lefevre, um homem de meia-idade com cabelo grisalho e um olhar calmo, os recebeu com um sorriso sereno que lhes deu esperança.
— Maximiliano Hawks, Julieta, como estão? — cumprimentou enquanto se sentava atrás de sua mesa — revisei os resultados de Maximiliano que Julieta me enviou há alguns dias. É encorajador. Temos um novo tratamento e acredito que as condições são ótimas para que você responda melhor a ele do que agora, não vamos precisar procurar um doador imediatamente — diz o médico com um pequeno sorriso.
Maximiliano soltou um suspiro que não sabia que estava contendo, e Julieta, sentada ao seu lado, pegou sua mão discretamente, embora nenhum dos dois se atrevesse a se olhar nos olhos.
— E quanto tempo temos? — perguntou Max, sua voz um pouco trêmula, como se não quisesse se agarrar demais às esperanças por medo de que as tirassem dele.
O médico consultou os papéis à sua frente, assentindo ligeiramente.
— Diria que pelo menos sete meses a um ano, talvez mais. É um caminho lento e difícil. Mas é crucial que continue com o tratamento aqui em Genebra, por enquanto não recomendo que voltem.
— Não se preocupe com isso, não vamos embora — assegura Julieta apertando a mão de Max.
— Bem, Dana vai acompanhá-lo para fazer os primeiros exames, senhor Hawks, amanhã deve vir para realizar outros e agendar os que faltam para o resto da semana — instrui o médico.
Dana, a enfermeira com um sorriso suave no rosto e uniforme, levou Maximiliano em cadeira de rodas, embora este reclamasse que podia caminhar.
O médico voltou sua atenção para Julieta quando Max não estava, perdendo o sorriso.
— Obrigado — murmura Maximiliano, de repente sobrecarregado por tudo o que sentia.
Não queria criar falsas ilusões com sua saúde, mas o médico parecia tão seguro que uma semente de esperança começou a crescer dentro dele. Havia esperança para viver mais anos.
No jantar, Julieta se animou a falar com Maximiliano.
— Amanhã é minha consulta... — fica calada sem saber como enfrentar seus sentimentos diante de Max.
— Ah, posso... Posso ir? — de repente Max parecia animado e ansioso.
— Eh... sim, por isso te contei, espero que não interrompa os estudos que tem que fazer — disse ela muito preocupada em interromper seu itinerário, mas não queria ficar sozinha.
— Posso arranjar tempo para ver meu... filho — a palavra se sentia estranha em sua língua, mas correta ao mesmo tempo.
— O que vai fazer com... você sabe? — pergunta Julieta sem querer mencionar o nome de sua prometida.
Sabia que talvez este fosse o lugar de Liliane para estar, mas ela não havia se mexido para ajudar Max, só procurava alterá-lo e se casar com ele. Certamente para viver de seu dinheiro. Então não sentiu nem um pouquinho de arrependimento por estar no lugar dela.

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