POV Max
— Acordo pré-nupcial? — questiona unindo suas sobrancelhas em confusão.
— Sim, um acordo antes de nos casarmos, um contrato — explico, como se fosse lenta.
— Sei o que é — murmura e levanta a cabeça para poder me olhar nos olhos com olhar ofendido— não pensei que assinaríamos nada disso, minha família é tão rica quanto a sua em todos os EUA.
Ela acha que não vou cuidar do patrimônio dos meus avós e meus pais... se realmente pensou isso está louca.
— Vai assinar esse acordo ou não há casamento, Liliane — disse dando de ombros sem mudar de decisão— quero cumprir com minha palavra, me ajude a fazer isso — suspirei tentando ser mais suave com ela, mas era realmente difícil.
Não me sai ser uma pessoa sensível e com paciência quando claramente careço disso.
Não queria me casar, mas agora que tenho que fazer isso cuidarei da minha empresa e meu dinheiro. Era por isso que tinha a mesma amante durante três anos, é anti-higiênico e incômodo ter que procurar mulheres constantemente para me satisfazer, então o acordo com Julieta funcionou perfeitamente por três anos. Me evitava ter que sair com garotas, transar com elas e mandá-las para casa porque se tornavam pegajosas chorosas e inúteis e é francamente entediante e nojento vê-las se arrastando assim.
— O jantar está pronto — anuncia minha mãe entrando e interrompendo a resposta dela.
Não me importa, ou assina ou não há casamento.
Caminhei para fora da sala enquanto elas ficavam conversando entre si como velhas fofoqueiras. Meu pai Mark já estava sentado à mesa e esperando pela família restante, o avô, Anthony Hawks chegou junto com sua enfermeira e Michelle não estava em lugar nenhum.
— A família está completa? — disse o ancião— Trouxe minha garota?
Meu avô tinha uma obsessão apaixonada por Julieta, desde o momento que os apresentei e ela confessou saber jogar xadrez e damas chinesas lhe deu sua bênção, gosta que eu a traga para casa, mas não gosto de misturar meu trabalho e meu prazer com minha família e a mantenho o mais afastada que posso.
— Não, vovô — respondi tomando assento— logo a trarei — menti descaradamente.
Ouvi o bufo do vovô que me arranca um sorriso, é tão teimoso e rabugento como qualquer um da família Hawks pode ser.
Meu pai está atento ao que quer que haja em seu celular e nos ignora e, francamente nós a ele, falei com meu avô sobre a bolsa de valores e alguns contratos que estou negociando para Hawks Holdings quando chegam minha mãe e Liliane, o sorriso do meu avô some num piscar de olhos. Foi o primeiro a se negar que eu me casasse com Liliane por uma promessa feita quando crianças, mas sou um homem de palavra e penso em cumpri-la não importa o quê.
— Boa noite, Senhor Hawks, presidente Hawks — disse Liliane com seus modos requintados se referindo ao meu pai e meu avô.
Meu pai apenas assentiu assim como o avô de maneira seca e educada.
— Pensei que era um jantar familiar — resmunga de mau humor o ancião ao meu lado.
— Liliane também é da família — replica minha mãe olhando para o avô com desaprovação— logo se casará com Max.
— Tomara que eu morra antes de ver tal coisa — resmunga Anthony Hawks irritado como nunca antes— comete um erro e já tinha te dito isso, rapaz — responde o avô batendo sua bengala no chão de madeira.
— Acho melhor eu ir embora — disse Liliane antes de poder se sentar.
— Você não vai a lugar nenhum, não dê atenção ao meu sogro — disse minha mãe lançando adagas com os olhos para meu pai e para mim para ver se dizíamos algo.
Nenhum dos dois disse nada mais, enquanto meu avô continuava resmungando sobre perder minha vida por me casar dessa maneira tão tola.
— Aonde vai? — pergunta minha mãe de mau jeito.
Meu avô sorri como se soubesse um segredo que os demais não compartilhamos.
— Vá, neto, vá — me dá sua bênção sem saber para onde vou.
— Não pode ir, estamos jantando em família! — questiona minha mãe irritada.
Meu pai parece quase entediado, não lhe importa se vou ou fico e Michelle está tão absorta em algo em seu celular que não nos presta atenção.
— Não estava pedindo permissão, mãe — repliquei irritado.
— Ao menos leve Liliane para casa — responde bufando de mau jeito, mas sabendo que vou embora de qualquer forma.
— Não, que vá de táxi ou que Harry, o motorista, a leve, que para isso está — estralei a língua caminhando para a saída.
— É sua noiva — reclama minha mãe de novo.
Me virei para olhar para Liliane e já havia lágrimas em seus olhos quando um novo ping soa no meu telefone e sei que deve ser a localização de onde está Johnny.
— Ela é e é por isso que Harry a levará de maneira segura enquanto eu resolvo um problema, mãe e fim da discussão — ditei irritado.
Odiava que tentassem controlar minha vida a seu bel-prazer, pelo visto minha mãe percebeu que não me deixaria convencer com tolices e calou a boca.

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