Entrar Via

Quarto errado, Mafioso certo! romance Capítulo 151

Cap.150

POV: Adon

O silêncio que se seguiu ao nosso primeiro ápice na sala VIP era carregado. Eu conseguia ouvir apenas a respiração errática de Selene e o zumbido distante da música lá fora, que agora parecia vir de outro planeta.

Ela estava jogada contra o couro do sofá, as pernas ainda trêmulas, a pele brilhando com uma mistura de suor e o reflexo das luzes neon que filtravam pela fresta da porta. Ela parecia uma boneca quebrada, mas uma que eu mesmo tinha moldado à minha vontade.

Eu me recostei, tentando recuperar o fôlego, observando a marca das minhas mãos no quadril dela. Eu sabia que tinha sido bruto, mas o jeito que ela me apertava dizia que era exatamente o que ela precisava também.

— Acabou por hoje, freirinha — murmurei, minha voz saindo mais como um rosnado do que como uma fala. — Vou te levar para casa antes que você desmonte de vez.

Mas Selene não se moveu para se vestir. Em vez disso, ela se sentou com uma lentidão preguiçosa, os cabelos desgrenhados caindo sobre o rosto.

Seus olhos estavam nublados, não só pelo prazer, mas pelo álcool que ela tinha tomado. Ela esticou o braço e pegou um copo de cristal que estava na mesa lateral, ainda com um resto de vinho tinto.

— Por que não ficamos e bebemos? — ela perguntou, a voz arrastada, com um sorriso que eu nunca tinha visto nela. Um sorriso de quem estava começando a gostar do perigo. — Já estamos aqui mesmo, Adon... a porta está trancada, não está? Ou vai fazer cmoo faz com as outras me usar e me descartar? É assim? Me usa como quer e me manda para casa? Seu canalha.

Eu me aproximei e tomei o copo da mão dela com firmeza.

— Você não vai beber mais nada, Selene. Você mal consegue ficar de pé e ainda ta delirando.

Ela soltou uma risadinha atrevida, um som que vibrou na minha espinha, e num movimento rápido, puxou o copo de volta, batendo-o com força, mas sem quebrar, sobre a mesa de centro.

Ela se ajoelhou no sofá, ficando na minha altura enquanto eu ainda tentava processar essa súbita mudança de humor.

— Quem disse que eu quero ficar de pé? — ela sussurrou.

Antes que eu pudesse repreendê-la, as mãos pequenas dela foram para a minha camisa. Ela começou a abrir os botões que ainda restavam, seus dedos tropeçando um pouco, mas decididos. Eu a deixei fazer.

Queria ver até onde aquela audácia embriagada a levaria. Quando ela terminou, empurrou meus ombros, me fazendo afundar no couro macio do sofá.

Selene montou no meu colo. O contato da pele nua dela contra a minha calça social foi como um choque elétrico.

Ela pegou a garrafa de vinho que estava aberta na mesa e, com um olhar desafiador, inclinou-a sobre o meu peito. O líquido rubi, gelado e doce, escorreu lentamente pelo meu tórax, traçando caminhos escuros pelos meus músculos antes de se perder na linha da minha cintura.

— Selene... — eu comecei, um aviso na voz, mas as palavras morreram na minha garganta.

Ela se inclinou. A língua dela, quente e úmida, começou a lamber o vinho da minha pele.

Ela seguia o rastro do líquido com uma voracidade que me deixou paralisado.

Senti cada músculo do meu corpo entrar em ebulição. Eu não sabia se a parava por causa do álcool ou se a incentivava a continuar até que não sobrasse mais nada de mim.

— Eu não sabia que você tinha esse lado... — eu ri, uma risada rouca, sentindo o membro latejar novamente sob o tecido da calça. — Mas eu te aviso, Selene... eu ainda não estou nem um pouco cansado. E você? Você não aguenta o que vem a seguir.

Ela parou, levantando o rosto. Havia uma gota de vinho no canto da boca dela, e o olhar que ela me deu era de puro deboche.

O nosso preço é apenas 1/4 do de outros fornecedores

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: Quarto errado, Mafioso certo!