Cap.93
Selene começou a caminhar ao redor da loja, mas sem conseguir escolher nada.
— Eu não sei, Adon. São caros demais. Não posso… — balbuciou, olhando para as vendedoras.
As vendedoras, no entanto, eram gentis e discretas, cumprindo a ordem de Adon.
— Por favor, senhorita. Não se preocupe com o preço. O senhor a quer impecável — disse uma delas, com um sorriso acolhedor.
Adon estava encostado em uma poltrona de veludo, observando-a. Ele se levantou e caminhou diretamente para uma arara, puxando um vestido. Era um vestido vermelho longo, com um tecido que parecia cair como água.
— Use este — disse Adon, a voz rouca, quase um comando. — Quero que use este para sair comigo.
— Sair? Para onde? E que festa é essa que você tanto fala? — Selene perguntou, analisando a cor ousada.
— Tenho um lugar que quero levar você — disse ele. O olhar estava impenetrável, mas havia uma urgência contida.
Selene foi para o provador. O vestido vermelho valorizava suas curvas de forma excepcional. O decote era sutil, mas realçava os seios, e as tiras do tecido nas costas deixavam a pele à mostra de maneira elegante, mas sem ser vulgar.
Ela saiu timidamente do provador.
Adon perdeu o fôlego. Ele estava de pé, e seu olhar a varreu de cima a baixo com uma intensidade que Selene nunca havia presenciado. As vendedoras cochichavam, admiradas com a visão e com o fato de eles, de fato, se encaixarem perfeitamente.
Adon demorou a reagir. Aproximou-se, analisando-a em silêncio. Era a primeira vez que Selene o via tão desarmado. Ele deslizou as mãos pela cintura dela, apertando-a sutilmente. Selene percebeu o pomo de Adão dele subir e descer com dificuldade.
— Você ficou… exatamente do jeito que eu queria nesse vestido — disse ele, por fim, em voz grave.
— Você tem muito bom gosto — ela comentou, tentando aliviar a tensão.
— É que antes de você vestir, meu cérebro já tinha te visto nele — respondeu, com um sorriso que não chegava aos olhos, mas era profundamente revelador.
Selene sorriu sem jeito. Ela ainda se sentia apenas mais uma das mulheres que ele queria agradar, mas a maneira como ele a olhava a fazia se sentir especial.
— Então, aceita o convite? — ele perguntou.
— Aceito, Adon.
Ele pegou uma caixa de sapatos, revelando saltos médios, delicados e em tom nude.
— Eu não consigo andar direito com salto — ela confessou, suspirando.

VERIFYCAPTCHA_LABEL
Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Quarto errado, Mafioso certo!