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Quarto errado, Mafioso certo! romance Capítulo 150

Cap.149

POV: Adon

O silêncio da sala VIP era um contraste violento com o abafado da música que pulsava do lado de fora.

Ali, entre quatro paredes revestidas de veludo e o couro frio do sofá, o mundo deixava de existir.

Só existia o calor que emanava de Selene e a pressão insuportável que queimava abaixo de minha cintura. Eu a tinha sob meu domínio novamente, e a visão dela, ofegante e desgrenhada, era a única coisa que importava.

Inclinei meu corpo sobre o dela, sentindo a fragilidade de seus ossos e a força da sua entrega. Comecei a beijar seu pescoço, sentindo o pulso dela martelar contra meus lábios como um animal encurralado.

O cheiro de limão e açúcar que vinha da sua pele, rastro do seu trabalho no bar, misturava-se ao aroma inebriante do seu desejo. Com uma das mãos, segurei sua nuca, enquanto a outra descia, impaciente, para a gola de sua camisa de bartender.

Meus dedos encontraram o primeiro botão e, em vez de delicadeza, usei a força da minha urgência.

O estalo do botão se soltando e voando para algum lugar da sala foi o sinal de que a civilidade havia acabado.

Abri o tecido branco, revelando o início do seu decote, a pele alva que contrastava com a renda escura do sutiã.

Levantei meu corpo apenas o suficiente para analisá-la de cima.

Ela estava ali, deitada no sofá, as pernas abertas para me acolher, os olhos nublados por uma névoa de luxúria e álcool. Meu membro latejava, pressionado contra o tecido rígido da minha calça social.

A dor daquela ereção, acumulada por dias de distância e teimosia, era um lembrete constante de que eu estava no meu limite.

Minha mão desceu para a barra daquela saia curta e justa. Puxei o tecido para cima com um movimento fluido, revelando as coxas firmes de Selene e a pequena peça de seda que era o último obstáculo.

Levei meu polegar até a sua região íntima, pressionando-o sobre o tecido da calcinha.

Comecei a massagear o local com movimentos circulares, lentos e deliberados.

Senti o tecido aquecer e, rapidamente, ficar encharcado pelo suor e pelo mel dela. Selene arqueou as costas fazendo as curvas de seu corpo ficarem ainda mais evidentes, um suspiro trêmulo escapando de sua boca.

Sem mais delongas, enganchei meus dedos na lateral da seda e a removi, deixando-a cair no chão.

Ela, em um último reflexo de vergonha, tentou fechar as pernas e olhou para a porta, os olhos arregalados.

— Adon… alguém pode… — ela começou, mas eu a silenciei com um olhar carregado de promessas perigosas.

— Não se preocupe com o mundo lá fora, Selene. Ninguém entra aqui sem a minha ordem — rosnei.

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