Entrar Via

Quarto errado, Mafioso certo! romance Capítulo 119

Cap.119

— Parece que o antigo orfanato onde ela viveu está virando uma casa de tráfico humano. Estão recebendo cargas, e Omar pode usar isso para recuperá-la.

— Mas ela não é mais virgem. Ainda assim é um risco?

— Não é sobre isso. Selene é algum tipo de arma para Omar. Ele pensa em usá-la para alguma coisa, mas ainda não entendo como alguém comum como ela poderia ser útil para ele.

— Não é você o alvo de Omar? Pode ser que ele esteja pensando em usar isso para tomar sua posição de don. Ele já confirmou que ela é importante desde o último sequestro.

— Ainda não é isso... — Adon comentou, massageando a têmpora. — Estou deixando passar alguma coisa.

— Bom... felizmente esses acontecimentos estão te deixando mais ocupado. Afinal... faltam poucos dias para o aniversário de morte da nossa irmã.

— Verdade... qual a ligação de Selene com Simone... — os olhos de Adon se arregalaram.

— Ah... investiguei isso, mas sem pistas. Todas as pessoas daquela época foram mortas, e os arquivos das meninas foram queimados. Ao que se sabe... Selene perdeu a identidade também, assim como todas as outras que sobreviveram.

— E como elas recuperaram seus nomes?

— Não havia registros online. O nome das meninas é o nome que elas deram quando foram resgatadas, assim como a idade e a data de aniversário.

Adon sorriu, cético.

— Qual a chance?

— Como assim?

— As chances de Selene não ser Selene. Quais as chances de ela ter uma identidade falsa também?

— Como assim? Acha que Omar pode estar atrás dela por alguma razão desse tipo?

— Estou pensando demais, mas tenho algumas teorias quanto a tudo isso.

— Vamos focar no agora. Esse caso de dez anos atrás esfriou. Não há mais nada a descobrir.

— Os Corvos estarão em movimento pela cidade em breve.

— Entendido. — Adon encerrou a ligação.

O dia começou pesado para Selene. Adon parecia mais tenso que o normal. O café estava à mesa quando ela se levantou e andou pela casa, até ver Adon se aproximar com uma toalha no pescoço, envolvendo-a em um abraço.

— Se quiser... por que não fica em casa hoje? Não precisa ir trabalhar.

— Não se preocupe com isso. Eu tenho que ir. Afinal... o Grupo Felix não é minha casa. Se eu não cumprir minhas obrigações e ficar faltando, vou ser demitida por justa causa.

— Isso não é importante. Poderíamos tentar outra coisa, se quiser.

— Bom... se hoje não for bem, eu volto para casa. Não vou me machucar só por trabalhar.

— Tudo bem... — ele suspirou, beijando sua testa.

Mesmo assim, ela ainda parecia tensa, segurando dentro de si tudo o que tinha ouvido.

Assim que chegou à empresa, o andar de cima estava estranho o suficiente para fazer seu estômago se contrair.

E Adon Felix já tinha planejado o dia dela — e parecia que ele continuaria a puni-la.

Selene, antes auxiliar da secretaria de Cíntia, agora teve seu mundo reduzido a um balde de água sanitária, um esfregão pesado e uma escadaria de mármore que parecia subir até o céu.

Cem degraus.

Alex Felix, com um sorriso cortante de falsa cordialidade, havia lhe entregado a tarefa pessoalmente.

“Já que você demonstra tanta… energia e vontade de se destacar, Selene, que tal dar um brilho especial à nossa escadaria? Afinal, a primeira impressão é a que fica.”

A humilhação era meticulosa.

É só mais uma missão, pensava ela, mergulhando o esfregão na água gelada cheia de sabão.

O nosso preço é apenas 1/4 do de outros fornecedores

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: Quarto errado, Mafioso certo!