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No Dia do Divórcio, Ele Me Trancou no Frigorífico romance Capítulo 392

— Guilherme.

Beatriz olhou para a chave em sua mão, sua voz tão suave que parecia estar falando durante o sono.

— Me leve para a velha mansão.

— Eu quero ver o que a mãe enterrou.

— Se eu não for, eu nunca... nunca conseguirei descansar em paz.

Antiga Mansão Andrade.

A velha árvore de sophora estava solitária no canto do quintal, com seu tronco grosso e folhas exuberantes, lançando uma sombra gigantesca na noite.

A chuva ficou mais forte.

Guilherme segurava um guarda-chuva preto, protegendo a cabeça de Beatriz, enquanto a outra mão segurava uma pá.

— Tem certeza que quer cavar?

Guilherme olhou para Beatriz, com o cenho franzido. — Para esse tipo de trabalho braçal, eu posso chamar os guarda-costas.

— Não.

Beatriz balançou a cabeça. — Eu mesma quero fazer isso.

Eram as coisas que a mãe dela havia deixado.

Guilherme não disse mais nada.

Ele colocou o cabo do guarda-chuva na mão de Beatriz, arregaçou as mangas e pegou a pá para começar a cavar.

Cerca de dez minutos se passaram.

"Clang—"

A pá bateu em algo duro, emitindo um som surdo.

Guilherme se agachou, afastou a terra ao redor com as próprias mãos e puxou uma caixa de ferro enferrujada do fundo do buraco.

A caixa não era grande e parecia realmente ter alguns anos, e a fechadura já estava completamente enferrujada.

— Me dá.

Beatriz jogou o guarda-chuva longe, nem se importando que a chuva molhasse suas roupas, e quase se jogou para pegar a caixa.

Ela tirou a chave e, com as mãos trêmulas, tentou inseri-la na fechadura.

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