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No Dia do Divórcio, Ele Me Trancou no Frigorífico romance Capítulo 365

Guilherme estendeu a mão, cobriu o topo da cabeça de Beatriz e esfregou suavemente.

— Boba.

Sua voz era profunda e encorpada, carregando uma força tranquilizadora.

Ele a puxou para cima, colocando-a sentada em seu colo, e encostou a própria testa na dela.

— Que maldição? Isso é a desculpa que os fracos inventam para a sua própria incompetência.

— Se você é uma pé-frio, então eu sou um catador de lixo... Não, sou um astronauta especializado em recolher estrelas.

Beatriz soltou uma risada, com lágrimas ainda penduradas nos cantos dos olhos: — Quem se compara a um catador de lixo?

— Desde que eu possa recolher você, ficaria feliz até em ser um mendigo.

Guilherme beijou o canto dos olhos dela, e seu olhar tornou-se extremamente sério. — Beatriz, não se importe com o que aqueles velhos teimosos dizem. Sou eu quem dá a última palavra no Grupo Guimarães.

— Quanto à linhagem...

Um brilho de ferocidade cruzou os olhos de Guilherme. — Se isso é uma maldição, então eu a carrego. Você só precisa seguir em frente, fazer as pesquisas que quer fazer, se dedicar à carreira que quer seguir. Os monstros e demônios que restarem, seu marido mata por você.

Beatriz abraçou o pescoço dele com força, absorvendo avidamente o cheiro de tabaco e hortelã dele.

— Guilherme Guimarães, foi você quem disse. Se um dia você não aguentar...

— Esse dia não vai chegar.

Guilherme mordeu os lábios dela, bloqueando todas as suas inseguranças.

— Bip—

O telefone fixo na mesa do escritório tocou.

— Telefone...

Beatriz o empurrou, corada.

— Não ligue para ele.

Ele se inclinou para beijá-la.

— Sr. Guilherme, — A voz de Bruno saiu do aparelho, — Lucas Andrade chegou.

— Não tenho interesse em me importar se eles vivem ou morrem.

Sua voz era muito plana, sem transparecer nenhuma emoção. — Voltei para pagar uma dívida.

Beatriz deu uma olhada no documento; era um projeto de arquitetura de algoritmos de alto nível.

— Pagar uma dívida? — Ela sorriu levemente. — Você me deve dinheiro?

— Te devo uma vida, e também um pedido de desculpas.

Lucas olhou para ela, e foi a primeira vez que seus olhos mostraram alguma flutuação. — Cinco anos atrás, quando a Larissa te empurrou na água, na verdade, eu vi.

Naquele inverno, a água do lago era gelada de doer os ossos. Ela gritou por socorro por muito tempo, mas ninguém lhe deu atenção. Mais tarde, foi um jardineiro que passava quem a tirou de lá. Por causa disso, ela teve febre alta por uma semana e quase evoluiu para pneumonia.

Enquanto a família Andrade só se preocupava em consolar a Larissa que havia levado um "susto".

— Eu estava no escritório do segundo andar, vi muito claramente, foi ela quem te empurrou. — Lucas baixou os olhos. — Mas não disse nada. Porque, na época, achei que era melhor evitar problemas. Eu só precisava cuidar dos meus estudos, as bagunças da família não tinham nada a ver comigo.

— Depois você se casou com Heitor Monteiro, e eu achei que a família teria paz. Não imaginava que...

Chegando a este ponto, Lucas fez uma pausa, respirou fundo e olhou para o imponente prédio do Grupo Guimarães do outro lado da rua.

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