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No Dia do Divórcio, Ele Me Trancou no Frigorífico romance Capítulo 360

— Hum?

— Quero acabar com aquele velho desgraçado do Felipe. — Beatriz disse de repente, com o tom de voz calmo. — Quero fazer com que ele sinta na própria pele tudo o que ele fez a minha mãe passar.

Guilherme não parou de esfregá-la; ele apenas respondeu secamente: — Matar é crime. Acabar com a própria vida por causa de um lixo como ele não vale a pena.

— Mas eu não me conformo.

Beatriz mordeu o lábio inferior, e as lágrimas voltaram a rolar: — Com que direito? Com que direito a minha mãe sofreu tanto, enquanto ele pôde viver tão bem?

— E quem disse que ele está vivendo bem?

Guilherme torceu a toalha e limpou o rosto dela.

Beatriz ficou surpresa: — O que quer dizer com isso?

O canto da boca de Guilherme se curvou num sorriso cruel: — Miguel já está lá dentro. E calha de, naquela prisão, ter um "chefão" que é um informante que o Bruno colocou lá um tempo atrás.

— Quanto ao Felipe... — Guilherme fez uma pausa antes de continuar: — O Felipe tem reumatismo. Eu já mandei o Bruno processá-lo por calúnia maliciosa; a essa altura ele ainda deve estar na delegacia.

Ao ouvir isso, Beatriz sentiu a raiva entalada em seu peito se dissipar um pouco.

Mas ainda não era o bastante.

— E a Isabel? — perguntou Beatriz. — Ouvi dizer que ela ainda está tentando conseguir que a Larissa cumpra pena em prisão domiciliar por motivos médicos.

— Prisão domiciliar?

Guilherme riu friamente. — Sonhar não custa nada.

Ele se inclinou para perto de Beatriz, exibindo um sorriso frio e sutil. — As evidências que a Silvana Rocha te deu, de bigamia e abandono, além das acusações anteriores de sonegação fiscal, já são suficientes para que possamos processá-la.

— E mais, eu já mandei vazar para a mídia toda a história sobre o que o Felipe e a Silvana tiveram no passado, além do fato de que a Larissa, na verdade, é uma filha ilegítima.

Beatriz finalmente sorriu.

Mesmo sendo um sorriso um pouco forçado, a tristeza no fundo dos seus olhos realmente diminuiu.

— Guilherme, você é tão mau.

— Claro, como eu lidaria com pessoas cruéis sem ser mau? — Guilherme a tirou da água, enrolando-a em uma toalha de banho grande. — E olha, eu posso ser ainda mais mau.

— O quê?

[Beatriz, precisamos conversar.]

Beatriz soltou uma risada fria e bloqueou o número na mesma hora.

Conversar?

Não havia o que conversar.

Já que as máscaras haviam caído, então que lutassem até o fim.

Ela levantou, se lavou e olhou para si mesma no espelho.

Havia várias marcas avermelhadas de duplo sentido em seu pescoço, aquelas eram as "obras de arte" que Guilherme deixara na noite passada.

Ela aplicou base para escondê-las, em seguida vestiu um conjunto social preto e colocou brincos de pérola.

A sua agenda de hoje estava lotada.

Além de ir à empresa resolver as consequências do caso Wilson, ela também precisava passar no escritório de advocacia.

Aquelas provas irrefutáveis que Silvana lhe deu, já era hora de surtirem efeito.

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