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No Dia do Divórcio, Ele Me Trancou no Frigorífico romance Capítulo 353

O dia em que saiu a sentença de Miguel foi chuvoso.

Quinze anos de prisão.

Miguel chorou e escorreram os fluidos no tribunal, gritando "Priscila, você vai ter uma morte horrível!".

Mas o destino de sua vida já estava traçado.

Uma semana depois, na sala de visitas da prisão.

O terceiro filho da família Andrade, Lucas, voltou do exterior.

Ele era um intelectual altamente educado e a única pessoa na família Andrade que parecia um pouco "normal".

Através do vidro grosso, Lucas olhava para o segundo irmão lá dentro, de cabeça raspada e olhar vazio.

— Irmão, se comporte aí dentro.

Lucas suspirou e aconselhou: — A casa da família foi confiscada pela justiça, e o pai sumiu. O irmão mais velho... está mentalmente instável. Eu planejo imigrar para os Estados Unidos, não voltarei mais.

— O que você disse?!

Miguel se atirou contra o vidro, com as veias saltadas. — Você quer fugir? Por quem eu acabei assim? Ah? Lucas, seu covarde! Você veio aqui para rir da minha cara, né? Suma! Sumam todos daqui!

Ele rugia, levantando-se e socando o vidro histericamente.

Os guardas prisionais correram, o seguraram com força e o arrastaram dali.

Lucas observou o irmão ser arrastado, sem nenhuma emoção no olhar.

Quando saiu pelos portões da prisão, a chuva lá fora havia parado.

Ele pegou o celular, hesitou por um longo tempo e enviou uma mensagem de texto para Beatriz.

Apenas algumas palavras.

[Me desculpe.]

Enviado com sucesso.

E então, um ponto de exclamação vermelho acendeu.

[A mensagem foi enviada, mas foi rejeitada pelo destinatário.]

Lucas olhou para o ponto de exclamação vermelho e deu uma risada de autodepreciação.

É verdade.

Guilherme beijou a testa dela. — Esposa, já que a maioria das pessoas irrelevantes já foi eliminada, não está na hora de pensarmos nas nossas prioridades?

— Que prioridades?

— Você prometeu para a avó. — As mãos de Guilherme vagaram descaradamente pela cintura dela. — Que ia dar um bisnetinho para ela brincar.

— Guilherme! Estamos no escritório!

— Tudo bem, o isolamento acústico é bom.

— Hum...

Mas... os momentos felizes duram pouco.

Naquela mesma noite, surgiu uma manchete entre os assuntos mais comentados envolvendo Beatriz.

Com um pedaço de maçã na boca, Beatriz encarava a tela do computador com a testa franzida.

Na tela, um velho estrangeiro de cabelos loiros e olhos azuis discursava com eloquência para a câmera. O título ocupava quase metade da tela:

**[O famoso estudioso Wilson acusa a engenheira-chefe da Vésper Sistemas, Beatriz Andrade, de falsificar dados em sua pesquisa! Terremoto no mundo acadêmico!]**

Beatriz conhecia aquele velho; o nome dele era Wilson. Eles haviam se encontrado duas vezes em conferências acadêmicas no exterior. Ele era o típico "picareta acadêmico", vivendo de sua antiga fama para arrancar verbas de pesquisa por toda parte. Ela não esperava que ele esticasse suas garras para o país dela.

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