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No Dia do Divórcio, Ele Me Trancou no Frigorífico romance Capítulo 351

Priscila Varela não parou por aí.

Já que a abordagem suave e a opinião pública não funcionaram, ela usaria a força.

Tarde da noite, em um salão de sinuca decadente.

O segundo filho da família Andrade, Miguel, jogava sinuca com o rosto cheio de hostilidade.

Ele havia saído da prisão há pouco tempo. Sem a proteção da família Andrade e sem nenhuma habilidade profissional, só lhe restava vagar por lugares como aquele.

— Sr. Miguel, quanto tempo.

Priscila entrou usando máscara e óculos escuros.

Miguel se virou e, ao ver que era ela, soltou um anel de fumaça de mau humor: — Srta. Priscila? O que foi, veio rir da minha cara?

— Como eu poderia? — Priscila acenou com nojo para afastar a fumaça do rosto e jogou uma foto na mesa de sinuca. — Só acho que você está sendo injustiçado.

Na foto, Beatriz aparecia dirigindo aquele Porsche de edição limitada, parecendo ter a vida perfeita.

— Olha só como a sua irmã está por cima agora. — A voz de Priscila soou cheia de tentação. — Ela mandou o seu pai para os assuntos mais comentados, arruinou o seu irmão mais velho e fez você se esconder aqui como um rato. E ela? Mora numa mansão, dirige um carro de luxo e vive como alguém superior.

Os olhos de Miguel ficaram vermelhos instantaneamente.

Antigamente, em casa, Beatriz era o seu saco de pancadas. Quando ele estava de mau humor, dava uns chutes nela; quando ficava sem dinheiro, roubava a mesada dela.

Com que direito ela podia pisar na cabeça dele agora?

— O que você quer que eu faça? — Miguel bateu o taco com força na mesa.

— Não seja tão violento. — Priscila sorriu e tirou um envelope da bolsa, contendo um maço grosso de dinheiro. — Eu sei que você está apertado de grana. Não tenho segundas intenções, só quero... que ela sofra um pouco.

Ela se aproximou de Miguel e baixou a voz:

— É apenas uma brincadeira. Por exemplo, fazer aquele carro bonito dela ter um pequeno problema? Contanto que ela passe vergonha e tome um susto, você não vai se sentir vingado?

Miguel olhou para o maço de dinheiro e depois para Beatriz na foto.

— Feito.

Priscila foi embora satisfeita.

Ela, é claro, sabia que Miguel era um brutamontes sem cérebro.

E era exatamente a falta de cérebro dele que ela queria.

De repente, uma voz gélida estourou perto do seu ouvido.

Miguel se assustou tanto que quase deixou o alicate cair.

Ele estava prestes a rastejar para fora quando um pé, calçando um coturno preto militar, pisou com força nas costas da sua mão.

— Ah—!

Miguel soltou um grito de dor.

Vários guarda-costas de terno preto o arrastaram debaixo do carro e o prenderam no chão.

— Pelo visto, o gosto da Srta. Priscila não é dos melhores, para ter contratado um idiota desses.

Bruno estava ao lado, com o celular na mão gravando a cena, o tom de voz cheio de deboche.

Miguel se debatia desesperadamente: — Me soltem! Eu sou o irmão da Beatriz! Eu sou irmão dela! Vocês têm coragem de encostar em mim?

— Irmão?

Acompanhada pelo som nítido dos saltos altos batendo no chão, Beatriz se aproximou.

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