Às três da manhã, a conta oficial do Grupo Guimarães no Twitter publicou repentinamente uma atualização.
O tweet não continha texto, apenas algumas fotos e vídeos.
A primeira imagem: uma foto das costas de Beatriz cobertas de hematomas, com a data de cinco anos atrás.
A segunda imagem: uma captura de tela de um vídeo onde Felipe segurava um cinto e açoitava Beatriz.
A terceira imagem: Beatriz sendo forçada a se ajoelhar no chão para assinar um acordo de doação de medula óssea, com Larissa ao lado, sorrindo friamente.
A quarta imagem: um vídeo. O conteúdo mostrava Heitor dizendo à enfermeira: — Desde que você diga que viu a Beatriz empurrar, estes quinhentos mil são seus.
Cada foto, cada vídeo, era chocante aos olhos.
A internet parou instantaneamente.
Os internautas que antes xingavam Beatriz ficaram completamente atônitos.
[Puta merda! Isso... isso é coisa que se faça?]
[Aquele irmão mais velho é humano? Bater na irmã com um cinto daquela grossura?]
[Meu Deus, a doação de medula foi forçada? Vejam, o papel está cheio de marcas de mãos ensanguentadas!]
[Aquele ex-marido é um lixo humano! Para incriminar a esposa, ele chegou a subornar a enfermeira?]
[Buááá, estou chorando. A Dra. Beatriz sofreu demais. Como ela não se revoltou e virou uma vilã? Se fosse eu, já teria esfaqueado esses animais!]
Aquilo não era mais fofoca de família rica, era pura e simplesmente crime!
Pouco depois das seis horas, na antiga mansão da família Andrade.
Felipe foi acordado pelo toque insistente do telefone.
— Quem é?! — Ele atendeu impaciente.
— Pai! Acabou! — Do outro lado da linha, ouvia-se o choro aterrorizado de Miguel. — A polícia... a polícia veio me prender! Disseram que a família Guimarães me processou por lesão corporal dolosa! Pai, me salva!
— O quê?!
A mão de Felipe tremeu e o celular caiu no chão.
Antes que ele pudesse reagir, a porta principal foi arrombada violentamente.
No entanto, isso não diminuía em nada a sua beleza; pelo contrário, acrescentava-lhe uma frieza quebradiça e fascinante.
— Beatriz, precisamos conversar. — Catarina tirou os óculos escuros, erguendo o queixo com altivez.
Beatriz não parou de andar, apenas lançou-lhe um olhar indiferente.
— Se for para falar sobre Guilherme, estou sem tempo.
— Se for para falar sobre a tecnologia de imunidade de células T, você não entenderia.
Duas frases que deixaram Catarina com o rosto vermelho de indignação.
— Por que tanta arrogância? Não é só porque Guilherme está te mimando agora? — Catarina bateu os saltos altíssimos no chão, correndo atrás dela. — Eu te digo, uma família de topo como a família Guimarães valoriza a tradição, a linhagem!
— Você é uma divorciada, tem uma irmã louca e um pai na cadeia. O que você tem para competir comigo?
Beatriz finalmente parou.
Ela se virou, com o olhar calmo.
— Srta. Catarina, você sabe o que significa um desvio de 0,01 miligramas nos dados do laboratório de ontem à noite?

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