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No Dia do Divórcio, Ele Me Trancou no Frigorífico romance Capítulo 170

— Talvez vocês não saibam, não é?

— Ontem mesmo, o pai e o irmão mais velho da nossa gloriosa Dra. Beatriz foram até o portão da mansão da família Guimarães pedir dinheiro!

Um alvoroço instantâneo tomou conta do ambiente.

Os convidados se entreolharam, e os sussurros começaram a se espalhar.

— É verdade? A família Andrade não era uma família de intelectuais respeitados? Como puderam fazer uma coisa dessas?

— Eu também ouvi dizer. Parece que a família Andrade está à beira da falência e agora está pedindo dinheiro por toda parte.

Yasmin continuou, com um ar triunfante:

— Aquele estado, tsc, tsc, era realmente digno de pena.

— Pediram cinquenta milhões logo de cara, dizendo que a Dra. Beatriz os renegou. Ameaçaram estender faixas de protesto se não recebessem o dinheiro.

— Eu fico me perguntando: já que a Dra. Beatriz é tão competente, por que não paga essa pensão alimentícia ao próprio pai? Era necessário forçar o pobre velho a vir implorar à nossa família Guimarães?

Beatriz mordeu o lábio com força, seu corpo tremendo levemente, fora de controle.

Sempre que a família Andrade, aquele bando de sanguessugas, era mencionada, o medo e a humilhação profundamente enraizados em seus ossos vinham à tona.

— Por que ficou calada?

Yasmin avançou passo a passo, com um sorriso cruel de vencedora no rosto.

— Está com a consciência pesada?

— Ah, é verdade, tem também o seu ex-marido, Heitor.

Yasmin cobriu a boca de forma exagerada, como se tivesse lembrado de uma piada.

— Ouvi dizer que você passou cinco anos na família Monteiro, trabalhando como uma escrava, e no final saiu sem nada?

— Até aí tudo bem, mas como explicam o fato de que seu ex-marido agora tem uma dívida impagável, e alguns credores, não encontrando ninguém, ligaram até para a nossa família Guimarães?

— A família Guimarães é uma dinastia de elite, não um ferro-velho!

— Por que teríamos que resolver as dívidas podres de qualquer um?

Beatriz esforçou-se para manter a postura ereta, recusando-se a desabar na frente daquelas pessoas.

No entanto, a cicatriz em suas costas latejava de dor.

Era a marca deixada quando Miguel a empurrou anos atrás.

Naquela época, foi a mesma coisa.

Todos a acusaram, disseram que ela era imatura, que tinha irritado o irmão.

Ninguém se importou se ela estava sentindo dor.

— Então há um histórico de doença mental na família. Não é à toa que ela sempre tem aquela aparência fria, assustadora.

— Como uma pessoa assim pôde entrar na família Guimarães? E se os filhos que ela tiver no futuro também forem pequenos loucos...

As fofocas vinham como uma maré, ameaçando afogar Beatriz.

Beatriz sentiu dificuldade para respirar.

Ela queria refutar.

Queria dizer que sua irmã não era louca, que foi levada à loucura por Heitor e pela família Andrade!

Queria dizer que não era doente, que era inocente!

Mas sua garganta parecia bloqueada por um chumaço de algodão, incapaz de emitir som.

Porque ela sabia que, aos olhos daquelas pessoas, a verdade não importava.

Eles só acreditavam nos segredos sórdidos dos ricos, só gostavam de ver alguém que estava no topo cair na lama.

Justo quando Beatriz estava prestes a sufocar.

— Quem ousa dizer que ela é doente?

A voz de Guilherme não era alta, mas carregava uma hostilidade capaz de gelar a espinha.

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