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No Dia do Divórcio, Ele Me Trancou no Frigorífico romance Capítulo 162

— Tio Francisco, o que é isso...

Catarina perguntou em voz baixa.

— Esta é a conferência de lançamento de uma pesquisa revolucionária sobre a reconstrução do sistema autoimune.

A voz do Prof. Francisco carregava uma emoção mal disfarçada.

— Se for bem-sucedida, salvará milhões de pacientes com lúpus e leucemia.

— Este é um resultado digno de um Prêmio Nobel!

Catarina ouvia sem entender nada.

Lúpus?

Leucemia?

O que isso tinha a ver com ela?

Ela só se importava em saber onde estava aquela pobretona da Beatriz.

Ela olhou ao redor, tentando encontrar aquela figura miserável.

Mas, depois de varrer o local com os olhos, não a encontrou.

Foi então que as luzes do auditório diminuíram, e apenas um foco de luz iluminou o centro do palco.

A voz entusiasmada do apresentador ecoou:

— Agora, convidamos a responsável principal por este projeto, a cientista-chefe...

— Dra. Beatriz, para subir ao palco e apresentar o relatório!

Os aplausos foram estrondosos.

Catarina levantou a cabeça e olhou.

Viu uma figura saindo lentamente da coxia.

Ela usava um jaleco branco simples sobre uma camisa azul-marinho, o cabelo preso displicentemente em um rabo de cavalo baixo e óculos de aro dourado no rosto.

No entanto, quando ela parou sob aquele feixe de luz, estava de uma beleza estonteante.

Aquela beleza não era a vulgaridade da aparência, mas um brilho de sabedoria que irradiava de dentro para fora.

Serena, confiante, firme.

Catarina abriu a boca, incrédula.

Seu queixo quase caiu no chão.

Beatriz?

A Beatriz desprezada pela família Andrade, abandonada pela família Monteiro, chamada de amaldiçoada?

Ela era a cientista-chefe?!

— Impossível...

Catarina murmurou para si mesma.

— Deve ser um engano... será que é apenas o mesmo nome?

Ela pegou o celular apressadamente, abriu a câmera e tirou várias fotos da pessoa no palco.

Então deu zoom, e mais zoom.

Não havia dúvida.

Era aquele rosto.

— Sente-se!

Catarina sentiu-se injustiçada ao extremo.

— Tio Francisco, aquela mulher... aquela Beatriz, ela é uma fraude!

— Ela não entende nada disso! Ela é apenas uma mulher repudiada que foi expulsa de uma família rica!

— Ela subiu na vida através de homens!

A expressão do Prof. Francisco escureceu instantaneamente.

Ficou dez vezes pior do que antes.

— Cale a boca!

O Prof. Francisco rosnou baixo, com uma indignação incrédula na voz.

— Você sabe o que está dizendo?

— Eu já li a tese da Dra. Beatriz na revista The Lancet há muito tempo!

— Os modelos de dados contidos ali não poderiam ser feitos sem pelo menos dez anos de trabalho árduo!

— Ela viveu no laboratório por três anos inteiros para este projeto!

— Você diz que ela depende de homens? Isso é simplesmente absurdo!

— Ignorante!

O Prof. Francisco era um verdadeiro acadêmico e não tolerava que ninguém difamasse a ciência.

Catarina ficou atordoada com a bronca.

Ela nunca tinha visto o Prof. Francisco tão furioso.

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