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No Dia do Divórcio, Ele Me Trancou no Frigorífico romance Capítulo 158

Longe daquele ambiente opressivo, Beatriz finalmente soltou um longo suspiro de alívio.

Ela baixou a cabeça, acariciando o bracelete de esmeralda em seu pulso, sentindo o coração aquecido.

— Não imaginava que a vovó fosse tão fácil de lidar.

— Pois é. — Guilherme dirigia enquanto esticava uma mão para pegar uma sacola no banco de trás, jogando-a no colo de Beatriz.

— Abra e veja.

— O que é isso?

Beatriz abriu a sacola confusa.

No segundo seguinte, ela ficou estupefata.

Estava cheia de envelopes com dinheiro e cheques.

Um maço grosso, cada envelope estufado, pesado nas mãos.

— Isso é...

— Isso foi o que o tio Samuel e os outros me entregaram escondido quando estávamos saindo.

Guilherme conteve o riso ao explicar.

— O tio Samuel disse que, na verdade, nunca gostou daquela tal senhorita não-sei-das-quantas, e que foi muito mais com a sua cara, pedindo para eu cuidar bem de você.

— A tia Cláudia disse que, embora você seja divorciada, ter conseguido domar este 'bad boy' que eu sou prova que você tem grandes habilidades, e me disse para não te deixar escapar.

— Até o meu pai... — Guilherme fez uma pausa. — Pediu para o mordomo colocar discretamente um cartão aí no meio.

Beatriz estava completamente atordoada.

— Mas... na mesa do jantar, eles claramente...

Claramente todos a olhavam com desprezo, como se quisessem devorá-la viva!

— Aquilo foi teatro para a minha mãe.

Guilherme deu de ombros, resignado.

— Minha mãe é vaidosa e controladora. Os parentes têm medo dela e não ousam contrariá-la publicamente.

— Mas, na verdade, eles já estão fartos daquela postura arrogante dela há muito tempo.

— Além disso, esses parentes da família Guimarães, embora interesseiros, não são cegos para o que é certo ou errado.

— O fato de você ter arriscado a própria vida para salvar o Heitor no passado, quem no nosso círculo social não sabe disso?

— Embora não digam em voz alta, no fundo, eles te respeitam pela sua coragem.

Guilherme hesitou por um instante, depois a abraçou de volta, acariciando gentilmente os longos cabelos dela com sua mão grande.

— Boba.

Ele sussurrou no ouvido dela.

— Eu disse que vim para te fazer feliz.

— Enquanto eu estiver aqui, este lugar será sempre o seu lar.

Do lado de fora, os fogos de artifício do Ano Novo começaram a estourar.

Luzes coloridas iluminavam o céu noturno e também o casal abraçado dentro do carro.

Para Beatriz, aquele inverno, embora frio, era o ano novo mais caloroso que ela vivia em mais de vinte anos.

— Guilherme, Feliz Ano Novo.

— Feliz Ano Novo, Sra. Guimarães.

Ele depositou um beijo nos lábios dela, devoto e profundo.

Para o resto da vida, seja na tempestade, na calmaria, na riqueza ou na ternura, tudo seria ela.

Para onde quer que olhasse, só via ela.

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