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No Dia do Divórcio, Ele Me Trancou no Frigorífico romance Capítulo 132

— Entendi, entendi, você não cansa de ser irritante?

— Criar uma criança é só isso, acha que vou deixá-la morrer de fome?

— Chega, tenho que ir para uma reunião, descanse direito.

Era a voz de seu pai, Felipe Andrade.

Fria, superficial, sem um pingo de calor humano.

A gravação continuava.

A mulher ainda implorava amargamente:

— Felipe, prometa para mim... jure... cof, cof... que você vai tratar a Beatriz bem, não deixe a Isabel intimidá-la...

— Ela é sua filha biológica!

A voz do homem estava cheia de repulsa.

— Basta! Você está doente? Eu já disse que vou cuidar dela!

— Se continuar com esse escândalo, vou pedir ao médico para lhe dar um sedativo!

— Tu — tu — tu —

O som de ocupado do telefone sendo desligado, misturado com o último soluço desesperado e contido da mulher, foi como uma faca cravada impiedosamente no coração de Beatriz.

E então, cruelmente revirada lá dentro.

As luzes do salão se acenderam novamente naquele momento.

Todos ainda estavam imersos na gravação sufocante de agora há pouco, com os rostos cheios de choque e consternação.

Larissa estava parada bem debaixo da enorme tela de LED.

Ela usava um vestido branco inadequado para a ocasião, com os cabelos desgrenhados e um sorriso maníaco e distorcido no rosto.

Na mão, ela segurava um gravador.

Obviamente, a gravação de agora há pouco fora reproduzida por ela.

— Beatriz!

Larissa gritou histericamente, com uma voz extremamente estridente.

Ela apontou para Beatriz, que estava pálida no palco, com olhos cheios do prazer da vingança.

— Você ouviu?! Essa é a súplica da sua mãe morta antes de falecer!

— Até a morte, ela não conseguiu fazer o papai olhar para ela mais uma vez!

— Até a morte, ninguém a amou!

Por fim, ela foi jogada para a casa da avó em uma cidade distante.

Então...

Então, antes de morrer, mamãe já tinha previsto tudo isso.

Então mamãe partiu deste mundo com tanta relutância e preocupação.

Beatriz sentiu que até respirar estava se tornando difícil.

O mundo inteiro girava ao seu redor.

Ela parecia ter se transformado novamente naquela garotinha encolhida no canto, chorando desamparada.

Quando parecia que ela seria engolida por essa enorme dor e desespero...

Nesse momento, um par de mãos pousou suavemente em seus ombros.

A voz de Guilherme, com uma força avassaladora, soou em seu ouvido.

— Quem disse que ninguém a ama?

A voz dele, através do microfone, se espalhou por todo o salão de baile.

Fria e dominadora.

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