Duas semanas depois.
No salão de banquetes do "Zênite Estelar", o hotel sete estrelas mais luxuoso da Capital.
Um evento comercial de grande destaque estava acontecendo.
A protagonista era a promissora "Vesper Sistemas".
E a fundadora da empresa era ninguém menos que Beatriz, que havia dominado as discussões na internet recentemente.
O salão estava repleto de celebridades e figuras ilustres.
Quase todas as pessoas importantes da Capital estavam presentes.
Eles seguravam taças de champanhe, conversando alegremente, mas seus olhares se voltavam inevitavelmente para a mulher elegante e radiante no palco.
Beatriz vestia um terno branco de corte impecável, com o cabelo preso, revelando seu pescoço fino e gracioso.
Sua maquiagem era leve e adequada. Não havia sinal de nervosismo; seu olhar era calmo e sua presença, imponente.
Ela não era mais aquela Sra. Monteiro de olhar apagado que seguia Heitor.
Nem o saco de pancadas que sofria bullying na família Andrade.
Ela era a fundadora e CEO da "Vesper Sistemas", Beatriz.
Guilherme estava a meio passo de distância dela.
O homem usava um terno de alta costura feito sob medida, com postura ereta e um sorriso sutil no rosto.
Ele não tentava roubar a cena, apenas desempenhava silenciosamente o papel de "investidor".
No entanto, seus olhos profundos não deixaram Beatriz nem por um segundo.
Eram olhares de afeto, ternura, com uma possessividade indisfarçável e... um orgulho compartilhado.
Todos podiam ver que aquele Príncipe Herdeiro da Capital tratava Beatriz como a coisa mais preciosa do mundo.
— Agradeço a presença de todos nesta noite de inauguração da "Vesper Sistemas".
Beatriz segurava o microfone, e sua voz clara ecoou por todo o salão.
— Beatriz! Saia daí agora!
Um grito rude quebrou a elegância do salão.
Todos se assustaram e olharam para trás.
Viram alguns jovens vestidos de forma extravagante e com ar de malandros empurrando os seguranças e invadindo o local agressivamente.
O líder, um rapaz de cabelo amarelo descolorido, tinha no rosto o inchaço típico de quem vive na farra. Parecia um playboy inútil à primeira vista.
Ele agitava na mão um suposto "contrato".
— Venham ver, pessoal! Essa "Vesper Sistemas" é uma fraude!
O loiro gritava a plenos pulmões, querendo causar confusão.
— Ela deve o dinheiro dos materiais para a nossa empresa e até agora não pagou! E hoje está aqui dando essa festa chique, é uma vergonha!
Ao lado dele, um rapaz de cabelo verde também começou a gritar: — Que empresa de tecnologia o quê! Aposto que é só fachada! Feita só para roubar investimento!

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