Ela sabia que tinha recuado.
Mas Nelson não a deixaria escapar tão fácil.
Ele a fitou com um olhar afiado:
— O que foi? Ficou com medo?
— Q-quem disse que estou com medo? — Franciele rebateu instintivamente.
Porém, abaixou os olhos, culpada, sem coragem de encará-lo de volta.
— Levante a cabeça e repita o que me disse agora há pouco! — Nelson ordenou.
O corpo de Franciele estremeceu involuntariamente.
Assustada com a pressão dele, ela ficou tensa dos pés à cabeça.
De repente, uma dor forte atingiu a parte de baixo da barriga.
Seu rosto perdeu a cor e ficou completamente pálido.
Sem receber uma resposta, Nelson começou a perder a paciência:
— Franciele, estou esperando...
Franciele cerrou os dentes:
— Você pode se retirar, por favor?
A dor em sua barriga fez o suor frio escorrer por sua testa.
Sua cólica menstrual havia chegado com tudo.
— Você...!
Nelson estava com o rosto sombrio, prestes a explodir de raiva.
Mas logo percebeu que havia algo errado com Franciele.
— O que aconteceu?
Ele perguntou, ansioso, enquanto puxava o corpo frágil dela contra seu peito firme.
A dor de Franciele só piorava.
Ainda bem que pôde se apoiar nele, senão teria desabado no chão.
— Fala comigo! Droga, onde está doendo?
O silêncio dela só deixava Nelson mais agitado. Ele esbravejava de preocupação, com a ansiedade estampada no rosto bonito.
Franciele apenas mordeu os lábios e balançou a cabeça.
Como ela poderia falar daquilo com um homem?
— É dor na barriga?
Os olhos perspicazes de Nelson percorreram todo o corpo dela até pararem nas mãos que apertavam com força a parte de baixo da barriga.
Suportando a dor, Franciele assentiu com a cabeça.
Nelson segurou o braço dela na mesma hora:
— Vamos, eu te levo ao hospital.
Franciele congelou por um segundo antes de recusar rapidamente:
Aí sim a situação sairia do controle.
Nelson paralisou, como se a ficha finalmente tivesse caído:
— Ciclo menstrual?
Franciele tossiu levemente, sem graça:
— Sim! Pode me soltar agora?
Nelson a soltou no mesmo instante.
Franciele desceu da mesa apressada e ajeitou a roupa.
— Posso ir embora mais cedo hoje?
Sua barriga ainda doía muito e seria impossível continuar fazendo hora extra.
Como ele demorava a responder, ela levantou a cabeça para encará-lo:
— Pode me liberar mais cedo hoje?
Ele não seria tão cruel a ponto de obrigá-la a trabalhar passando mal, certo?
Os olhos escuros de Nelson caíram sobre a saia dela, e ele avisou no momento oportuno:
— Acho que você sujou a saia.
Confusa, Franciele virou-se para tentar olhar as costas.
Quando viu a grande mancha de sangue no tecido, ela quase gritou.
Não existia nada mais humilhante no mundo do que o próprio chefe descobrir que você tinha manchado a roupa com a menstruação.

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