Delegacia de polícia.
Franciele terminou de tratar dos papéis da fiança.
Ao sair acompanhada de Givaldo, ela esbarrou acidentalmente em Nelson.
Ele estava saindo de um luxuoso carro Rolls-Royce.
Vestido em um terno impecável, de ombros largos e pernas longas, ele exalava uma aura intimidadora.
Grande parte de seu rosto bonito estava encoberta pela sombra.
Não dava para ver sua expressão claramente.
Mas Franciele sentiu nitidamente o olhar profundo e penetrante dele cair sobre ela.
Já que haviam se encontrado, ela não podia simplesmente fingir que não o vira.
Afinal, Nelson ainda era seu chefe.
Eles continuariam se vendo constantemente no trabalho.
— Sr. Sampaio.
Franciele o cumprimentou educadamente.
Os passos de Nelson hesitaram levemente.
Seu olhar profundo varreu Givaldo, que estava ao lado dela.
— Veio tirar o marido da cadeia? — Ele perguntou, erguendo os lábios finos.
A expressão de Franciele congelou um pouco.
Ela presumiu que ele estava falando daquele jeito de propósito só porque seu amigo de infância, Franklin, havia sido agredido.
Ela não pôde deixar de reunir coragem para dizer:
— Por favor, incomodo que transmita nossas desculpas ao Sr. Machado.
Afinal, naquela noite, Givaldo havia sido o primeiro a atacar.
Ele estava errado.
Se Franklin não tivesse sido misericordioso e decidido não prestar queixa contra eles.
Givaldo com certeza teria ficado detido por alguns dias.
Se Franklin tivesse contratado um advogado para processá-lo, ele não teria saído tão cedo.
Há pouco, quando estava pagando a fiança de Givaldo, ela originalmente queria agradecer a Franklin pessoalmente e aproveitar para se desculpar pelo ocorrido.
Mas a polícia informou que Franklin estava ferido e que um médico estava cuidando de seus ferimentos lá dentro.
Franciele pretendia esperar ele sair, mas quem diria que Givaldo a arrastaria à força dali.
Já que não conseguira ver Franklin, pedir a Nelson para transmitir a mensagem seria a mesma coisa.
No entanto, ela não esperava que Nelson recusasse sem dar a mínima consideração:
— Por que eu deveria ajudar você?
O rosto bonito de Nelson estava sombrio.
Sua expressão era fria.
Originalmente, esbarrar em Franciele e Givaldo juntos na porta da delegacia já o havia enchido de raiva.

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