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Meu Ex Era Frio, Eu Casei de Novo romance Capítulo 46

Desde que teve sua primeira menstruação na adolescência, Franciele nunca tinha passado por um imprevisto tão grande.

Naquele momento, foi como se ela tivesse levado um baque.

Queria apenas que a terra se abrisse para poder se esconder.

Sem sequer se importar se ele concordaria ou não, ela simplesmente começou a arrumar suas coisas, pronta para fugir dali.

— Aonde você vai? — chamou Nelson.

Franciele estava com o rosto coberto de vergonha:

— Vou para casa trocar de roupa, amanhã volto para trabalhar.

O olhar de Nelson foi se tornando suave, e havia até um leve sorriso em seus lábios:

— Eu te levo.

Franciele balançou a cabeça rapidamente, sem jeito:

— Não, não precisa se incomodar!

A expressão de Nelson escureceu ligeiramente.

Ele deu passos largos até parar na frente dela e, sem hesitar, tirou o próprio paletó e o colocou sobre os ombros dela:

— Vista isso para voltar.

Franciele olhou para ele, surpresa.

Ela parecia não esperar que ele fosse tão atencioso, a ponto de emprestar seu próprio paletó para ela.

Ela ficou sinceramente surpresa com aquilo.

Sem pensar, as palavras escaparam de sua boca:

— Obrigada.

— Certo — murmurou Nelson, com um olhar de preocupação, acompanhando-a com os olhos enquanto ela saía.

Foi só depois de sair do escritório que Franciele conseguiu suspirar aliviada.

No entanto, o paletó masculino sobre os ombros chamava bastante atenção.

O problema era que sua saia estava manchada pela menstruação, e não havia como tirar a peça de cima agora.

Ela não teve escolha a não ser continuar andando, engolindo a vergonha, envolta no paletó dele.

Assim que a porta do elevador se abriu, Mário estava lá dentro por coincidência.

Como Franciele estava com cólicas no momento, não teve paciência para falar com ele; apenas abaixou a cabeça, entrou e apertou o botão de fechar a porta.

Mas Mário notou o paletó masculino nela em um piscar de olhos.

Ele ia questioná-la, mas, vendo que a porta do elevador estava prestes a se fechar, só lhe restou sair de lá temporariamente.

Porém, quanto mais pensava naquilo depois de voltar, mais achava estranho, e acabou relatando o ocorrido diretamente para Viviana.

...

Ele perguntou, descontente.

Franciele pareceu finalmente notar que ainda usava a roupa de Nelson.

— Ah, este paletó, um colega me emprestou!

Ela continuou respondendo com frieza, imitando a atitude que ele tivera antes, sem dar uma única palavra de explicação a mais.

— Um colega homem?

A expressão de Givaldo ficou ainda mais sombria e irritada:

— Preciso te lembrar que você é uma mulher casada?

Vendo a irritação dele, Franciele apenas achou graça.

Como ela não tinha percebido antes que Givaldo era uma pessoa com dois pesos e duas medidas?

— Minha menstruação desceu de repente, e um colega me emprestou para eu me cobrir, só isso.

Assim que terminou de falar, Franciele tirou o paletó bem na frente dele.

Quando Givaldo viu a mancha de sangue na saia dela, suas dúvidas finalmente se dissiparam.

Mesmo assim, ele não deixou de alertar:

— Você é minha esposa, não exijo muito de você, mas quando sair para trabalhar e conviver com colegas homens, saiba manter os limites, ouviu bem?

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