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Meu Ex Era Frio, Eu Casei de Novo romance Capítulo 40

Aquele jovem policial de trânsito, que estava na profissão há apenas três meses, percebeu pela primeira vez que aquele ambiente era muito mais complicado do que ele imaginava.

...

À noite, já era muito tarde quando Franciele chegou em casa.

A primeira coisa que fez foi tomar banho.

Embora ela e Nelson tivessem sido interrompidos pelo policial, eles quase tinham feito amor no carro dele.

Até agora, a sua pele ainda estava queimando.

Aquela fora a primeira vez que ela havia sido beijada e tocada por outro homem que não fosse o seu marido Givaldo, e quase chegou àquilo...

Não!

Mesmo com Givaldo, ela nunca tinha chegado àquele nível de intimidade.

Após o casamento, Givaldo sempre a rejeitou, usando a sua mania de limpeza como desculpa para não tocá-la.

Até mesmo os beijos eram dados de má vontade.

Naquela noite, Nelson a beijou pela primeira vez, e foi tão profundo.

Franciele nunca havia recebido um beijo de língua assim antes.

Quase ficou sem ar por causa da intensidade dele.

E acabou derretendo completamente nos seus braços.

Ela admitia que sentiu muita vontade.

Talvez por estar há tanto tempo sem o afeto de um homem.

Pela enorme carência que sentia.

Afinal de contas, ela também era uma mulher com necessidades fisiológicas normais.

Sendo alvo da frieza do marido por um longo período, qualquer um se sentiria mal, mesmo sem ter nenhuma doença.

Ainda mais com os picos de tensão nervosa de que sofria agora.

Não era como pólvora perto do fogo?

Agora, mais calma, Franciele sentiu uma onda instintiva de culpa tomar conta de si.

Ainda bem que ela e Nelson não tinham ido até o fim.

Do contrário, ela não saberia como conseguiria olhá-lo nos olhos depois.

Antes de dormir, Franciele olhou novamente para o celular.

Abriu a foto que Paula havia lhe enviado e deu zoom.

A selfie da sua irmã Eliana nas ruas de Paris mostrava uma silhueta desfocada ao lado, que realmente parecia muito com Givaldo.

Ao que tudo indicava, Givaldo havia seguido Eliana até Paris.

Desde que haviam retornado à empresa, Franciele e ele voltaram a ser apenas chefe e subordinada.

Como se tudo o que acontecera no carro naquela noite nunca tivesse existido.

Mas Franciele sabia muito bem que tinha acontecido.

Não seria bom para ela continuar ao lado do chefe supremo, para evitar que a faísca se acendesse novamente e os dois continuassem cometendo o mesmo erro.

— O que houve? — Nelson levantou a cabeça de uma pilha de documentos, com um tom de voz monótono.

Franciele aproximou-se da mesa dele e sondou cautelosamente:

— O senhor já tem o Myron agora. Será que eu não poderia ser transferida de volta para o Departamento de Projetos?

Embora antes, quando trabalhava sob a chefia de Mário, ela fosse castigada por ele várias vezes, pelo menos a sua relação com o seu superior era estritamente profissional.

Mas se ela continuasse a trabalhar diretamente no gabinete da presidência, não haveria garantias de que a sua relação com o Sr. Sampaio não passaria dos limites novamente.

— O Myron é o Myron, e você é você. Apesar de ambos serem assistentes, o conteúdo e a natureza do trabalho são completamente diferentes. — respondeu Nelson com seriedade.

Franciele ficou meio sem entender:

— Nós dois não somos assistentes? Como pode ser diferente?

Nelson estreitou os olhos e falou com segundas intenções:

— Você não sabe exatamente em que sentido você é diferente dele?

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