Franciele sentiu o rosto queimar.
Seu coração disparou instantaneamente.
Por algum motivo, ela sentia que havia uma mensagem oculta nas palavras de Nelson.
Qual seria a diferença entre ela e Myron?
Se fosse para apontar uma, a maior diferença era que Myron não poderia ir para a cama com ele, nem se envolver com ele para conseguir vantagem no trabalho...
Franciele engoliu em seco.
Será que ele estava insinuando que ela deveria fazer isso?
— No que você está pensando, Franciele? Por que está tão vermelha? — a voz de Nelson soou de repente em seu ouvido.
— Sr. Sampaio, eu... — Franciele mordeu o lábio, hesitando em falar.
Os olhos profundos de Nelson a encaravam fixamente:
— Por acaso estava pensando em mim?
— Não, de jeito nenhum... Como eu ousaria ter segundas intenções com o senhor? — Franciele se apressou em justificar.
Mas mal sabia ela que, ao dizer isso, acabou se entregando e confessando sem querer.
Nelson se levantou e caminhou na direção dela.
Inclinou-se perto de seu ouvido:
— Quase fomos até o fim e você ainda diz que não ousa?
Franciele: ...
Ela sentiu um arrepio percorrer todo o seu corpo.
Quase perdeu o equilíbrio.
Ele... ainda se lembrava do que aconteceu naquela noite!
Aproveitando o momento, Nelson a segurou, puxando-a para seus braços e prensando-a contra a mesa do escritório logo atrás.
— Você estava pensando no que fizemos no carro naquela noite, não estava?
Ele a olhava de cima a baixo, e sua respiração quente batia direto no rosto dela.
Essa postura íntima deixou Franciele extremamente desconfortável.
Parecia que ele a beijaria a qualquer momento.
Ela podia sentir isso claramente.
— Sr. Sampaio, não... — Franciele gritou em pânico. — Eu sou casada! Mesmo que eu quisesse alguma coisa, seria com o meu marido... Por favor, exijo respeito!
Os olhos de Nelson escureceram no mesmo instante.
Sua mão grande apertou o queixo dela com força:
— Repete o que você acabou de dizer?
Franciele criou coragem e continuou:
— Eu... já sou casada. Se o senhor continuar agindo assim, vai prejudicar a minha vida conjugal...
Mas, na frente dele, não tinha coragem de questionar.
— Mais alguma coisa? — Nelson perguntou com um tom frio e severo.
Franciele balançou a cabeça rapidamente:
— Não, com licença, vou voltar ao trabalho.
Dito isso, ela saiu quase correndo, com medo de que, se demorasse meio segundo a mais, Nelson a agarrasse de novo e a jogasse contra a mesa.
Ela ainda não estava emocionalmente preparada para lidar com aquilo, e essas insinuações dele só fariam com que cometesse um erro grave.
Após Franciele sair do escritório, Nelson olhou para baixo e praguejou baixinho.
Como ele pôde se excitar com ela de novo...
Nelson ligou rapidamente para o diretor de RH:
— Se a Franciele pedir demissão de novo, continue segurando o processo. Não faça mais nada.
Como esperado, meia hora depois, o diretor de RH mandou uma mensagem dizendo que havia recebido outro pedido de demissão de Franciele.
Nelson acendeu um charuto e encostou-se na cadeira executiva, soltando anéis de fumaça.
Essa mulher o seduziu e agora achava que podia simplesmente fugir?
Nem pensar!
...
Alguns dias depois, sua irmã Eliana voltou de Paris cheia de compras.

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