Franciele vestia uma camisola de seda, com as longas e belas pernas cruzadas e apoiadas no tapete.
Puta merda!
Assim que Givaldo abriu os olhos e se deparou com aquela cena assustadora, ficou atordoado.
Ele se sentou na cama em um sobressalto, jogando as cobertas para o lado.
E a situação ficou ainda pior quando se sentou.
Descobriu que estava com a parte superior do corpo nua, usando apenas uma cueca.
— Nós, na noite passada?
Ele perguntou, com o coração acelerado.
— O que tem a noite passada?
Franciele continuava sentada no parapeito da janela, sem piscar, com os olhos fixos nele.
Givaldo realmente não sabia como fazer a pergunta.
Ele apenas cobriu o rosto com as mãos, frustrado, esfregando-o com tanta força que suas sobrancelhas se contraíram, sem conseguir parar.
O coração de Franciele já havia se transformado em um poço de gelo.
Ela havia se vestido daquela maneira e aparecido no quarto dele de propósito, apenas para testar a sua atitude.
Como esperado, Givaldo a decepcionou profundamente.
Eles eram marido e mulher; se tivessem tido relações, seria algo perfeitamente normal.
Mas lá estava ele, tão tenso que nem sabia o que fazer.
Só de observar a reação dele ao acordar, ela sabia que não havia espaço para ela no coração dele.
E que ele não tinha o menor desejo de ir para a cama com ela.
— Fique tranquilo, não aconteceu nada entre nós ontem à noite!
Franciele lançou-lhe um olhar frio e finalmente quebrou o silêncio.
Givaldo olhou para ela na mesma hora, com uma expressão de choque e incredulidade.
— Ontem à noite você bebeu demais e caiu no chão. Eu só tentei levá-lo de volta para o quarto, mas você vomitou em mim e acabou sujando nós dois. Então tirei as suas roupas sujas...
Franciele explicou detalhadamente, e Givaldo finalmente soltou um suspiro de alívio.
Ainda bem...
Instintivamente, ele ergueu a mão para enxugar o suor frio que havia brotado em sua testa devido ao desespero de instantes atrás.
Franciele bufou internamente, com ainda mais desprezo.
Givaldo bagunçou o cabelo novamente; a atmosfera era constrangedora, e ele não sabia mais o que poderia dizer a ela.
Após a saída de Franciele, ele ficou deitado sozinho na cama por um tempo.
Uma lembrança nebulosa surgiu: ele não tinha beijado Eliana ontem à noite enquanto estava bêbado?
Mas ontem à noite ele já havia voltado para casa, Eliana não estava com ele.
Seria possível que aquela mulher não fosse Eliana? Mas sim Franciele?
Um sentimento de culpa indescritível atravessou o coração de Givaldo.
Mas ele não era o homem que Franciele sempre desejou?
Por que a atitude dela em relação a ele parecia ainda mais fria hoje?
Será que, durante sua bebedeira na noite passada, ele chamou acidentalmente o nome de Eliana?
Assustado, Givaldo pulou da cama de uma vez.
Ele correu impulsivamente para fora do quarto, querendo testar a reação de Franciele para ver se a sua teoria estava correta.
Mas Franciele já havia saído para o trabalho há muito tempo.
Frustrado, ele deu um soco na parede...

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