Lavar a cueca dele à mão?
Uma veia pulsou na testa de Franciele.
Era incrível que ele tivesse a audácia de dizer aquilo.
— Certo, eu entendi.
Sob o olhar intimidador de Nelson, ela não teve escolha a não ser concordar, mesmo a contragosto.
Depois de falar, ela correu desajeitadamente para dentro do condomínio.
Nelson observou a figura dela se afastando com o rosto vermelho, enquanto um calor indomável subia pelo seu baixo-ventre.
...
Franciele voltou para casa.
Já não se importava se o seu marido, Givaldo, tinha retornado ou não.
Ela foi direto para o quarto pegar roupas limpas e tomou um banho, planejando ir para a cama logo em seguida.
Antes de descobrir os verdadeiros sentimentos de Givaldo, ela ainda nutria algumas ilusões.
Mas agora, todas as fantasias haviam sido destruídas.
Uma mulher deveria, acima de tudo, amar a si mesma.
Quando Franciele saiu do banho, ouviu de repente um baque forte vindo de fora do quarto, o som de algo pesado caindo.
Ela tomou um susto e rapidamente abriu a porta para verificar.
Viu que Givaldo havia chegado completamente bêbado.
Ele tinha esbarrado no canto da mesa de centro e estava caído no chão em um estado lamentável.
Era raro Givaldo perder o controle daquela forma.
Ele sempre fora cauteloso e extremamente rigoroso consigo mesmo.
Aquela noite devia ter algo a ver com Eliana e a ligação que ele recebeu.
Da última vez em que ele e Eliana foram vistos se beijando no bar, a notícia vazou na internet, e Viviana gastou uma fortuna para abafar a história.
Agora que Eliana estava prestes a se casar com Franklin, naturalmente não queria saber dele.
Rejeitado pela mulher que amava, Givaldo foi afogar as mágoas na bebida.
Mesmo a certa distância, Franciele já sentia o forte cheiro de álcool exalando de Givaldo.
— Você está bem?
Ela se aproximou e perguntou.
Afinal, eles ainda eram casados no papel, e se Givaldo realmente se machucasse feio, ela teria responsabilidades legais.
Givaldo continuou deitado no chão, sem dizer nada.
A camisa branca estava manchada de bebida, que já havia secado e assumido um tom vermelho-amarronzado.
Emocionado, ele a puxou abruptamente para seus braços, virou-se e a prendeu sob o seu corpo.
— Eliana, quem você ama de verdade? Você já me amou alguma vez?
Ele perguntou com desespero, enquanto sua respiração quente e carregada de álcool batia contra o rosto dela.
Franciele não pôde deixar de franzir a testa.
Como ela iria saber se Eliana o tinha amado ou não?
Ele deveria fazer essa pergunta para Eliana. Por que estava agarrando a ela para perguntar?
— Abra os olhos e veja quem eu sou... Hum...
Ela avisou, furiosa.
Porém, antes que pudesse terminar a frase, Givaldo já havia descido os lábios e a beijado...
...
Quando Givaldo acordou, já era o dia seguinte.
A ressaca fazia sua cabeça doer de forma insuportável.
Ele sibilou de dor, massageando a testa com os dedos.
Mas, ao levantar a cabeça, viu Franciele sentada no parapeito da janela, encarando-o fixamente.

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