Ela começou a suspeitar se ele já não a tinha visto completamente nua no momento em que saiu do banho.
Franciele achou que ele ainda dormia, por isso saiu sem roupas após o banho para se vestir no quarto.
Agora percebia que havia sido enganada.
Nelson abriu um sorriso de canto e respondeu lentamente:
— Exatamente no segundo em que você saiu dos meus braços!
A fumaça borrava levemente o rosto bonito dele, exalando uma aura irresistível e provocante.
Na verdade, ele já estava acordado há bastante tempo.
Apenas queria abraçá-la por mais alguns minutos, por isso não se levantou.
No instante em que Franciele se soltou de seu abraço, ele imediatamente sentiu um vazio.
E, com isso, o seu coração também pareceu afundar um pouco.
Franciele se virou, fuzilando-o com os olhos:
— Você!
Aquele homem estava fingindo dormir de propósito.
Os olhos escuros de Nelson a encararam com intensidade.
Ele perguntou:
— Dormiu bem a noite passada?
Franciele soltou um murmúrio, sem confirmar nem negar.
Depois do exercício intenso que tiveram na noite anterior, seria difícil não dormir bem.
Ela anunciou:
— Vou descer para comer alguma coisa!
Não queria ficar no mesmo ambiente que ele. O olhar predatório de Nelson fazia parecer que ele ainda não estava saciado.
A única coisa que ela queria era ir ao restaurante do hotel e, de quebra, fugir daquele olhar incendiário.
Nelson a chamou pelas costas:
— Receio que não vai dar tempo!
Franciele parou de andar e questionou:
— Por que não vai dar tempo?
Nelson arqueou uma sobrancelha:
— Voltamos para o Brasil hoje! O nosso voo parte em duas horas.
E do hotel até o aeroporto levaria quase uma hora.
Ainda teriam que arrumar as malas, fazer o check-in... a hora restante não seria suficiente de forma alguma.
Franciele gritou, incrédula:
— Por que você não me avisou antes?
Ela achou que ficariam nos Estados Unidos por mais alguns dias.
Nelson soltou um suspiro impotente:

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