Era exatamente como o seu coração estava naquele momento.
Ainda resistia ao toque dele, mas estava irremediavelmente provocada.
A respiração de Nelson estava quente, os arfados pesados.
Franciele, instintivamente, inclinou a cabeça para trás, entrelaçando as pernas nas coxas longas e na cintura fina dele.
Ela estava completamente derretida e sem forças por causa dos beijos do homem.
Apenas conseguia abraçar o pescoço dele, agarrando-se firmemente ao seu corpo.
Mas não sabia que essa atitude inflamava ainda mais o desejo do rapaz.
As mãos grandes de Nelson eram como uma chama, incendiando cada parte do corpo dela.
Franciele tentou se esquivar por reflexo:
— Não...
Nelson desfez as roupas dela, com a voz rouca:
— Foi você quem me provocou primeiro!
Franciele piscou os olhos, com uma expressão inocente.
Como ela o havia provocado?
Não tinha sido apenas um beijo?
Se soubesse que despertaria uma reação tão intensa, jamais o teria beijado.
Nelson a ergueu nos braços.
Ele a colocou sobre a cama grande do quarto e começou a desabotoar a própria camisa.
A partir do primeiro botão.
De cima para baixo.
Um a um.
Desabotoando com uma lentidão calculada.
Assim que Franciele tentou se sentar na cama, foi envolvida pelos braços dele...
Ela o alertou, apavorada:
— Você não tem...
Antes que pudesse terminar, Nelson soltou a cintura dela abruptamente.
Franciele viu que ele tirava algo do bolso...
Seus olhos se arregalaram de surpresa.
Então ele tinha vindo preparado desta vez.
Não houve tempo para lutar; Nelson já a havia prensado contra o colchão, beijando-a sem qualquer restrição.
...
Nelson, com o pomo de adão subindo e descendo lentamente, encarou os olhos dela e perguntou:
— Satisfeita?
O rosto de Franciele corou intensamente...
O som da respiração pesada do homem ecoava em seus ouvidos.
Nelson parecia querer compensar de uma só vez todo o tempo que ela lhe devia.
...

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