No voo de volta.
Franciele e Nelson viajavam novamente na primeira classe.
E, para completar, eram os únicos passageiros da cabine.
Um silêncio tranquilo tomou conta do ambiente.
Franciele fechou os olhos, ajeitando-se na poltrona para dormir.
De repente, sentiu o corpo ser erguido...
Ela foi puxada inteira para os braços de Nelson.
Assustada, deixou escapar:
— O que você está fazendo?
Ao abrir os olhos, viu que estava firmemente sentada no colo dele.
Todo o seu corpo pequeno estava afundado naquele abraço protetor.
Nelson sussurrou no ouvido dela:
— Fique quieta, me deixe abraçar você um pouco!
Ele afastou os cabelos longos dela e começou a chupar e beijar o lóbulo da sua orelha.
Um arrepio forte percorreu o corpo de Franciele.
Ela pediu:
— Não faça isso...
Ainda estavam na primeira classe de um avião.
Como ele ousava ser tão atrevido?
Nelson não apenas ignorou o pedido, como deslizou a mão por baixo da blusa dela.
Ele perguntou:
— Por que o seu coração está batendo tão rápido?
Franciele lançou a ele um olhar indignado:
— A culpa não é sua?
Nelson exibia um sorriso nos lábios:
— Está nervosa? Com medo de que eu te tome aqui mesmo no avião?
Franciele virou o rosto e disse em tom sério:
— Eu já retribuí o que te devia. A partir de agora, estamos quites.
Nelson franziu a testa imediatamente.
Uma bela frase, "estamos quites".
Ela realmente queria tanto se afastar dele?
A noite em que transaram foi pura e simplesmente para que ela pagasse a dívida e ficassem sem pendências?
O olhar dele escureceu, ganhando profundidade:
— Tem certeza de que não vai reconsiderar a minha proposta?
Franciele assumiu uma postura defensiva:
— Que proposta?
Nelson observou as bochechas coradas dela, que pareciam ainda mais vivas.

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