Desde que se casaram, Givaldo quase nunca a acompanhava em compras.
E ainda usava a velha desculpa de que não gostava de ir ao shopping.
A realidade era que ele só não gostava de ir às compras com ela.
Se fosse com a irmã dela, Eliana,
ele não só gostava como fazia isso com o maior prazer.
O sorriso no rosto de Givaldo ao lado de Eliana naquele momento,
comparado à frieza glacial que reservava para ela,
era um contraste gritante.
Franciele, escondida no provador, ferveu de raiva ao ver aquilo.
Givaldo e Eliana tinham entrado na loja de mãos dadas.
Todos os funcionários os tratavam como se fossem um casal.
Se ela saísse dali agora, a situação e sua identidade ficariam constrangedoras demais.
Franciele não queria fazer um escândalo em público.
Seria humilhante para ela mesma.
Mas também era covardia demais continuar escondida ali no provador.
Afinal, quem a traiu foram o marido e a irmã.
E agora era ela, a vítima, quem precisava se esconder,
enquanto os dois desfilavam pela loja com a maior cara de pau.
Aquilo era absurdo.
Franciele estava prestes a explodir.
Foi então que Eliana escolheu alguns vestidos.
A vendedora se apressou em bajulá-la:
— A senhorita tem um ótimo gosto. Esses vestidos são todos lançamentos da nossa loja...
Antes que ela terminasse, Eliana virou o rosto e lançou-lhe um olhar afiado.
Revirando os olhos com desdém, disse:
— E eu por acaso falei que queria esses?
A vendedora ficou completamente perdida.
Será que não eram esses?
Com ar de superioridade, Eliana ordenou:
— Além desses, eu vou levar todos os outros.
A vendedora ficou paralisada por um segundo, até entender.
Aquela cliente era uma verdadeira rica.
Praticamente estava comprando todo o estoque da loja.

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