O resultado foi que nenhum funcionou. Nenhum mesmo.
Ao ver a cena, Eliana não aguentou mais.
Reclamou:
— Chega, esquece. Não quero mais. Não vou levar nada.
Ela achou aquilo humilhante demais.
Desde quando Eliana sairia para comprar alguma coisa e não teria como pagar?
Naquele momento, ela só se arrependia de ter saído com esse Givaldo, filho fora do casamento.
Como esperado, homem assim tinha cabeça pequena e não conseguia bancar nem aquele valor.
Tomada pela raiva, virou-se e foi embora pisando duro, ofendida.
Givaldo correu atrás dela na mesma hora.
— Eliana, espera! Me escuta, deixa eu te explicar...
Franciele saiu do provador.
Ver aquela cena foi extremamente satisfatório.
Tinha sido ela quem, escondida ali dentro, ligara para cancelar os cartões de crédito de Givaldo.
E foi isso que o fez passar aquela vergonha na frente de Eliana.
Eliana sempre fora extravagante.
Agora que tinha visto o verdadeiro poder aquisitivo de Givaldo, provavelmente passaria a ignorá-lo.
Finalmente, Franciele tinha conseguido se vingar um pouco.
Uma vendedora ao lado a elogiou:
— Senhorita, esse conjunto ficou maravilhoso na senhora.
Franciele caminhou até o espelho de corpo inteiro e deu uma voltinha.
De fato, a roupa caiu como uma luva, valorizando perfeitamente as curvas do seu corpo.
Ela ficou bastante satisfeita.
— Quanto custa?
A vendedora sorriu:
— Seu namorado já pagou.
Franciele travou.
Namorado?
A vendedora estava falando de Nelson?
Ela tentou se explicar por reflexo:
— Ele não é...
Outra vendedora se aproximou, suspirando de inveja:
— Senhorita, seu namorado te mima demais. Ele não só pagou esse conjunto, como comprou todas as outras roupas da loja para você.
Franciele arregalou os olhos.
— O quê?
O rosto dela se contorceu num espasmo de choque.
Ela foi depressa até Nelson para confirmar.

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