Ao ver a timidez e a hesitação no rosto de Franciele, ele forçou suavemente as pernas dela a se abrirem.
Seu coração se apertou na mesma hora.
— Está doendo? — perguntou Nelson, franzindo a testa.
Franciele virou o rosto, resmungando mentalmente.
Será que ele realmente não sabia se doía ou não?
Será que não lembrava de como tinha sido bruto na noite anterior?
Nelson observou a expressão dela.
— Por que você não me disse antes?
Ele sabia que tinha reprimido os próprios desejos por tempo demais.
Especialmente em relação a ela.
Na noite anterior, ele tinha perdido um pouco o controle.
Mas não imaginava que a machucaria...
Franciele mordeu o lábio, completamente constrangida:
— Eu não sabia como falar.
Como ela diria uma coisa dessas?
Deveria ter implorado para ele não ser tão bruto?
Ao ver o desconforto e o embaraço dela, Nelson tomou a iniciativa de se desculpar.
— Me desculpa. Da próxima vez eu vou ser mais cuidadoso.
O canto da boca de Franciele tremeu.
O que ele queria dizer com aquilo?
Ele realmente falou em próxima vez?
— Você acha que vai ter próxima vez? — ela perguntou, encarando-o com raiva.
O rosto bonito de Nelson se fechou ao ouvir aquilo.
Se ela falava assim, significava que não pretendia dormir com ele outra vez?
— Ontem você não dormiu comigo porque aceitou o nosso acordo de três dias? — questionou Nelson, com o olhar escurecido.
Os olhos bonitos de Franciele vacilaram.
— Ontem eu tive uma crise de repente e não tive tempo de pensar em mais nada...
O coração de Nelson afundou.
— Então você só me usou como remédio para a sua crise num momento de desespero e não pretende assumir responsabilidade nenhuma?
Com o rosto sombrio, ele segurou os ombros dela com força, forçando-a a erguer a cabeça e encará-lo.
Franciele gaguejou:
— Eu... eu ainda não me divorciei.
Ela e Givaldo ainda não estavam oficialmente divorciados, então ela não era solteira.
Como poderia assumir alguma coisa com ele?

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