As mãos longas dele afastaram os fios de cabelo do rosto dela.
Seu olhar profundo se fixou nela, e sua voz soou especialmente rouca.
— Eu não quero!
Franciele resistiu por instinto.
Esticou os braços, empurrando o peito dele com força.
Tentou afastá-lo, mas ele nem se moveu.
Em vez disso, os beijos de Nelson caíram sobre ela como uma tempestade.
— Não...
Franciele protestou assim que conseguiu uma brecha para respirar.
Nelson fez uma breve pausa e perguntou, com o olhar sombrio:
— Qual é o motivo?
Já não era a primeira vez que os dois dormiam juntos.
Então por que ela estava reagindo como se quisesse recusá-lo?
O olhar de Franciele vacilou:
— Hoje não é um bom dia para mim.
Nelson tentou adivinhar:
— Você está naqueles dias?
Mas aquilo seria coincidência demais.
Na noite anterior, claramente não estava. Como de repente estaria agora?
— Não! — Franciele balançou a cabeça, sentindo dificuldade até para falar sobre aquilo. — Só não é um bom momento, tá?
O olhar de Nelson revelou seu desagrado.
Seu humor ficou ainda mais carregado.
Se ela não estava menstruada, então simplesmente não queria ir para a cama com ele?
— Você ainda está pensando em outro homem? — A voz grave dele carregava perigo.
Esse “outro homem” obviamente era Givaldo.
Mesmo que, no papel, Givaldo ainda fosse o marido de Franciele, Nelson não aceitava isso.
Esse era um problema comum a todo homem.
Nenhum homem suporta estar com uma mulher enquanto ela ainda guarda outro no coração.
Era uma questão de orgulho e possessividade masculina.
Sob o olhar opressor dele, Franciele finalmente respondeu:
— Isso não tem nada a ver com outro homem.
Nelson a observou com atenção:
— Então é a culpa que está falando mais alto?

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