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Meu Ex Era Frio, Eu Casei de Novo romance Capítulo 181

Enquanto Franciele ainda não sabia o que fazer, alguém bateu à porta.

Era Selena.

Nelson teve de soltá-la e foi abrir.

Selena havia trazido o café da manhã para ela.

Nelson pegou a bandeja e voltou a fechar a porta.

— Coma um pouco primeiro.

Franciele apoiou-se na beira da cama, dividida.

— Quero tomar banho primeiro.

Os olhos escuros de Nelson a observaram por um instante.

— Tudo bem, eu ajudo você.

As pálpebras de Franciele tremeram.

— N-não precisa, eu consigo sozinha.

Ela quase gaguejou.

Nelson a encarou profundamente.

— Tem certeza? Pelo que vi, você mal conseguia ficar em pé agora há pouco.

O belo rosto de Franciele ficou imóvel.

— ...

Ela sabia muito bem que não era hora de bancar a forte.

Se entrasse sozinha no banheiro e acabasse caindo, seria ainda pior.

Depois de hesitar várias vezes, acabou cedendo:

— Acho melhor eu tomar café primeiro.

Não seria tarde para tomar banho depois de recuperar um pouco das forças.

Nelson aproximou a bandeja.

Em cima dela havia uma tigela de caldo leve e nutritivo, acompanhada de alguns petiscos delicados.

Franciele estava prestes a pegá-la.

Mas, para sua surpresa, Nelson sentou-se na beira da cama.

Segurou a tigela, pegou uma colherada e a levou até os lábios dela.

Franciele ficou atônita.

Arregalou os olhos, incrédula.

Ele realmente ia alimentá-la?

— Está com medo de queimar a língua?

Nelson abaixou a cabeça, soprou algumas vezes e tornou a oferecer.

— Assim já não deve estar tão quente.

Franciele ficou sem palavras.

A expressão dela era de puro espanto.

Ele realmente ia dar comida na boca dela?

— Eu mesma faço isso...

Ela nem conseguiu terminar a frase, porque Nelson a interrompeu:

— Abre a boca.

Sem escolha, Franciele abriu obedientemente os lábios avermelhados.

Nelson colocou a colherada de caldo em sua boca.

Ela mastigou de leve os acompanhamentos e engoliu.

Nelson disse:

— Vou preparar o banho para você.

Franciele o impediu apressadamente.

— Não precisa. Eu só vou entrar e tomar um banho rápido.

Ela estava realmente constrangida em incomodá-lo ainda mais.

Dizendo isso, levantou-se da cama com pressa e correu até o banheiro.

Felizmente, dessa vez não tropeçou.

Assim que entrou, trancou a porta.

Só então tirou a roupa devagar e entrou sob o chuveiro.

A porta do banheiro era de vidro fosco, e a silhueta esguia e curvilínea dela se desenhava do outro lado.

Nelson ouvia o som da água caindo.

Sem querer, a imagem de Franciele tomando banho surgiu em sua mente.

Ela debaixo do chuveiro, com a pele clara levemente corada pelo vapor quente.

As gotas escorrendo por seus longos cabelos macios, deslizando por seu rosto delicado, passando pelo pescoço esguio e pelas clavículas finas num trajeto contínuo.

Sedutora.

Envolvente.

Irresistível.

Só de imaginar aquilo, Nelson sentiu o corpo esquentar.

Seu pomo de adão subia e descia repetidamente.

Por dentro, era um caos de desejo contido.

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