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Meu Ex Era Frio, Eu Casei de Novo romance Capítulo 180

Seu corpo tremia sem controle.

A única coisa que conseguia fazer era abraçar os próprios braços, tentando se proteger.

Nelson soltou um longo suspiro e a puxou de novo para os braços dele.

Na verdade, desde que Franciele saíra da delegacia, já vinha sentindo tontura.

Ela sabia que seu corpo tinha passado do limite da exaustão.

A luta desesperada no camarote para impedir que Fernando a violentasse tinha consumido toda a sua energia.

Agora, com a cabeça girando, sentia que ia desabar a qualquer momento.

Até que foi acolhida firmemente nos braços de Nelson.

Foi como se alguém prestes a se afogar tivesse finalmente alcançado uma tábua de salvação.

Ela não conseguia mais resistir.

Pouco a pouco, seus olhos se fecharam, e ela mergulhou num sono profundo.

...

Quando abriu os olhos, já era o dia seguinte.

Ao olhar para o teto luxuoso acima de sua cabeça, ficou atônita por um segundo.

Aquela era a mansão de Nelson.

Ele a tinha trazido de volta para sua casa?

Franciele tentou se sentar, mas o corpo inteiro doeu como se tivesse sido atropelado por um caminhão.

Levou alguns segundos até que as memórias da noite anterior invadissem sua mente.

Toda aquela dor era resultado da luta feroz no camarote contra Fernando.

Ela tinha usado uma força que nem sabia que possuía. Tentou escapar várias vezes, apenas para ser agarrada de novo.

Seu corpo bateu na mesa de centro, nas paredes, no sofá...

Tendo sobrevivido a tudo aquilo, soltou um longo e profundo suspiro de alívio.

Mas o corpo estava pegajoso e ela se sentia extremamente desconfortável.

Na luta com Fernando, tinha ficado suada por muito tempo.

Sem contar o sangue dele, que ainda manchava sua pele.

Franciele não via a hora de sair da cama e ir direto para o chuveiro.

Cerrou os dentes e se forçou a se sentar.

Mas assim que fez menção de sair da cama, a porta do quarto se abriu.

Uma figura alta e esguia entrou.

Era Nelson.

Vestia uma camisa cinza de edição limitada e calças de alfaiataria.

O tecido fino e de corte impecável delineava sua silhueta de uma forma ao mesmo tempo distante e incrivelmente nobre.

— Já acordou?

Ele caminhou até Franciele e pousou nela os olhos profundos e escuros.

Franciele olhou para ele, aturdida.

— Você... ainda não foi trabalhar?

Quando ela acordou, já passava muito da hora habitual.

Logicamente, ele já deveria estar na empresa àquela altura.

Faria muito mais sentido que ele estivesse cuidando da irmã dela, Eliana.

E, àquela altura, provavelmente era exatamente isso que estava fazendo.

O olhar escrutinador de Nelson não a perdoou.

— O seu marido não tem tempo?

Franciele realmente não queria que ele trouxesse Givaldo para o assunto.

Engoliu em seco e se obrigou a dizer:

— Eu consigo cuidar de mim mesma.

Dizendo isso, jogou as cobertas para o lado e tentou se levantar.

Mas, antes que pudesse dar o primeiro passo, suas pernas cederam, e ela quase caiu no chão.

Nelson estendeu as mãos a tempo e a amparou, segurando sua cintura.

— Nesse estado, como você pretende cuidar de si mesma?

Ele suspirou perto do ouvido dela, com o olhar profundo.

...

Franciele mordeu os lábios, frustrada com a própria fraqueza.

Como tinha deixado as coisas chegarem àquele ponto?

— Me solta primeiro...

Ela tentou se afastar do abraço de Nelson.

Mas ele apertou ainda mais o braço ao redor de sua cintura, sem nenhuma intenção de deixá-la ir.

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