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Meu Ex Era Frio, Eu Casei de Novo romance Capítulo 179

O olhar de Franciele ficou gelado.

No passado, ouvir aquelas palavras de Givaldo talvez a fizesse se sentir sufocada de tristeza.

Mas agora, aquilo já não a surpreendia mais.

— Você faz ideia do motivo pelo qual eu vim parar na delegacia?

Ela rebateu friamente.

Givaldo apertou os lábios, mas não disse nada.

Assim que soube que Eliana havia sido levada para a delegacia, ele correu para tirá-la de lá.

Sabia que Eliana jamais iria querer que o restante da família Duarte soubesse, então só ele podia assumir esse papel.

Eles se conheciam havia tanto tempo que, na maioria das vezes, quando Eliana fazia alguma besteira, era ele quem limpava a bagunça.

Ele já estava acostumado.

Ao dar de cara com Franciele ali, instintivamente concluiu que ela devia ser a culpada por envolver Eliana naquilo.

E por isso já começou a repreendê-la e acusá-la.

Franciele estava exausta demais para sequer se dar ao trabalho de explicar.

Naquele momento, já não tinha energia nem para sentir raiva dele.

— Pode entrar. A sua adorada Eliana está esperando por você.

Sua decepção com Givaldo tinha chegado ao limite.

Já não restava nela nenhum pingo de esperança.

Givaldo lançou-lhe um olhar profundo.

Desde que o incidente aconteceu, o rosto de Franciele estava pálido, e naquele instante ela parecia especialmente abatida.

Uma pontada de pena e remorso surgiu no peito dele.

Mas ele reprimiu aquilo imediatamente.

Como podia estar sentindo pena de Franciele?

Ela não tinha prejudicado Eliana o suficiente?

Com esse pensamento, nem se deu ao trabalho de olhar para ela outra vez.

Sem dizer uma única palavra de conforto, passou por ela friamente e entrou na delegacia.

...

Franciele seguiu o advogado Gonçalo para fora do prédio.

Os dois se aproximaram de um luxuoso Rolls-Royce estacionado do lado de fora.

A porta traseira se abriu, e Nelson saiu do carro.

Alto, de pernas longas e ombros largos, sua presença bloqueou grande parte da luz que incidia sobre ela.

Franciele ficou surpresa por um instante.

Não imaginava que ele viria buscá-la pessoalmente na delegacia.

Franciele assentiu.

Os cortes nas mãos tinham sido causados por ela ter apertado o caco de vidro com muita força ao golpear Fernando.

Quanto às marcas no pescoço, eram mordidas deixadas por Fernando durante a tentativa de abuso.

A policial tinha limpado seus ferimentos havia pouco.

Havia gaze cobrindo as áreas machucadas, e alguns traços de sangue ainda se infiltravam pelo curativo.

Como sua pele era muito clara, os ferimentos pareciam ainda mais assustadores.

Nelson a conduziu com cuidado para dentro do carro e depois se virou para Gonçalo, que ainda aguardava ali.

— Obrigado por cuidar disso esta noite.

Gonçalo rapidamente mostrou humildade.

— Foi meu dever. O mais importante é que a Sra. Duarte está bem.

Nelson ordenou que ele continuasse acompanhando o caso de perto e o avisasse imediatamente se houvesse qualquer novidade.

Gonçalo assentiu respeitosamente, observando Nelson entrar no carro.

Lá dentro, os olhos de Franciele ainda estavam vermelhos, e ela não disse uma palavra.

Coisas demais tinham acontecido naquela noite.

Ela havia sido traída pela própria irmã, quase foi estuprada e ainda teve de encarar a frieza absurda do próprio marido.

Na mesma noite, experimentou o terror, o choque e o desespero mais profundo.

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