Em outro camarote VIP do mesmo lugar,
Nelson mal tinha se sentado havia cinco minutos e já se preparava para ir embora.
Ele só aparecera ali para prestigiar Diogo Cardoso na inauguração da nova casa noturna.
Sua mente ainda estava presa em Franciele; ele pretendia ir atrás dela e não queria perder tempo ali.
— Nelson, qual é a pressa? Mal chegou e já vai embora?
Franklin o impediu a tempo.
Diogo também veio atrás:
— É verdade, Nelson. Fica mais um pouco!
Nelson estava prestes a responder quando a porta do camarote foi aberta abruptamente.
— Franklin, você nem imagina quem eu acabei de ver no camarote 1006! A sua esposa, a Eliana!
Velton Amorim, que tinha acabado de sair do camarote 1006, entrou direto ali e disparou assim que viu Franklin.
Franklin franziu a testa na mesma hora, visivelmente impaciente.
— Por que está falando dela do nada?
Diogo deu um chute leve nele.
— Some daqui. Você não sabe que o Sr. Machado quer se divorciar?
A coisa que mais irritava Franklin naquele momento era alguém mencionar Eliana na frente dele.
Velton ficou sem entender.
Mesmo assim, continuou murmurando:
— Mas eu acabei de ver a Eliana lá, obrigando a irmã dela, a Franciele, a beber tudo da mesa...
— O que foi que você disse?
— Em qual camarote elas estão?
Velton nem tinha terminado de falar quando Franklin e Nelson perguntaram quase ao mesmo tempo.
Assustado, ele olhou para Nelson, que já tinha avançado e o agarrado pelo colarinho.
Velton levou um baita susto.
— No camarote 1006! Mas a essa altura a Eliana já deve ter saído. Ela largou a Franciele lá com o Fernando!
Sem coragem de esconder nada, ele contou a verdade na hora.
Nelson o soltou e disparou para fora do camarote num piscar de olhos.
Franklin foi logo atrás.
Diogo enxugou o suor frio da testa e também correu atrás deles.
Meu Deus, a boate mal tinha inaugurado e já arrumara confusão com duas figuras intocáveis como Nelson e Franklin. Será que aquele negócio sobreviveria?
...
Quando Nelson arrombou a porta do camarote 1006 com um chute,
o grito desesperado de Franciele atingiu os ouvidos de todos no mesmo instante.
Mas Fernando era muito mais forte, e seus esforços foram inúteis.
Ele rasgou suas roupas e estava prestes a...
No auge do desespero, Franciele encontrou um pedaço de vidro e o golpeou sem pensar duas vezes.
Ela só queria impedir que Fernando a violentasse.
Não imaginava que ele sangraria tanto.
As lágrimas de Franciele começaram a cair sem controle.
Nelson tirou o próprio paletó, cobriu os ombros dela e a puxou para um abraço protetor.
— Está tudo bem. Já passou.
Ainda traumatizada, Franciele gaguejou:
— Eu... eu não queria matar ele... Eu só estava tentando me defender...
Nelson suavizou a voz.
— Eu sei. Eu sei que não foi de propósito...
Franklin e Diogo perceberam imediatamente a gravidade da situação.
Diogo agiu rápido e deu ordens para que a equipe abafasse qualquer informação.
Franklin se aproximou e verificou a respiração de Fernando.
— Ele ainda está respirando. Precisamos levá-lo para o hospital agora.

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