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Meu Ex Era Frio, Eu Casei de Novo romance Capítulo 176

Franciele deu alguns passos até ela.

— Onde está a minha mãe?

Eliana cruzou as pernas e soltou uma risada debochada.

— Que piada. Como eu vou saber onde está a sua mãe?

Franciele franziu a testa.

— Ontem à noite foi o aniversário da minha mãe. Não foi você quem ficou com ela?

O olhar de Eliana era astuto. Ela virou o rosto e a encarou de forma provocadora.

— E se foi?

Ela tinha passado o aniversário com Mafalda de propósito, só para irritar Franciele.

E, pelo visto, tinha alcançado o objetivo.

— Já que você foi a última pessoa a ver a minha mãe, então sabe exatamente onde ela está.

Franciele falou com quase total certeza.

Eliana bufou e lançou-lhe um olhar de lado.

— E quem disse que eu fui a última pessoa a vê-la? Ontem à noite, o Givaldo e eu fomos ao aniversário da Mafalda, mas bebemos demais. Não me lembro de nada do que aconteceu depois.

Um brilho contido passou pelos olhos de Franciele.

Ela sabia que a irmã mais velha estava escondendo a verdade de propósito.

Fazia aquilo apenas para dificultar sua vida.

— O que você quer? O que eu preciso fazer para você me dizer onde minha mãe está?

Ela perguntou, cerrando os punhos.

Eliana olhou para ela e sorriu de novo.

Aquele sorriso era quase arrepiante.

— Está vendo aquelas bebidas na mesa de centro? Beba tudo, e talvez a minha memória volte.

Franciele olhou para as bebidas na mesa, incrédula.

Era para ela beber tudo aquilo sozinha?

— Se não quiser, esquece.

Eliana falou com indiferença, observando sua reação.

— Não, eu bebo.

Franciele respondeu depressa.

Para encontrar a mãe, ela não tinha outra escolha.

Droga.

Franciele respirou fundo e começou a beber.

Primeiro usando os copos, depois virando direto da garrafa.

Eliana, que já tinha percebido as intenções dele havia muito tempo, respondeu com um sorriso.

Dito isso, levou o resto do grupo para fora.

Ao passar por Franciele, a garota juntou forças e estendeu a mão, agarrando a perna da irmã.

— Eliana... você... não pode...

Eliana a chutou com repulsa.

— Eu não posso o quê? Franciele, tudo o que está acontecendo com você hoje foi você mesma que procurou! Quem mandou ter a ousadia de me bater? Uma bastarda como você, com que direito achou que podia encostar em mim?

— Presta atenção: na família Duarte, só eu tenho o direito de pisar em você. Se você ousa querer acertar contas comigo, esse é o seu fim!

— Isso mesmo, foi tudo planejado. Ontem à noite eu passei o aniversário com a sua mãe só para depois fazê-la sumir. Se ela não sumisse, como você viria rastejando implorar respostas a mim?

O coração de Franciele afundou.

Então tudo aquilo não passava de uma armadilha montada por Eliana.

Ela tinha caído direitinho.

Pena que percebeu tarde demais.

A porta do camarote foi fechada por Eliana, deixando só os dois lá dentro: ela e Fernando.

Excitado, Fernando a pegou nos braços e a jogou no sofá.

— Franciele, esta noite você é minha!

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