Franciele deu alguns passos até ela.
— Onde está a minha mãe?
Eliana cruzou as pernas e soltou uma risada debochada.
— Que piada. Como eu vou saber onde está a sua mãe?
Franciele franziu a testa.
— Ontem à noite foi o aniversário da minha mãe. Não foi você quem ficou com ela?
O olhar de Eliana era astuto. Ela virou o rosto e a encarou de forma provocadora.
— E se foi?
Ela tinha passado o aniversário com Mafalda de propósito, só para irritar Franciele.
E, pelo visto, tinha alcançado o objetivo.
— Já que você foi a última pessoa a ver a minha mãe, então sabe exatamente onde ela está.
Franciele falou com quase total certeza.
Eliana bufou e lançou-lhe um olhar de lado.
— E quem disse que eu fui a última pessoa a vê-la? Ontem à noite, o Givaldo e eu fomos ao aniversário da Mafalda, mas bebemos demais. Não me lembro de nada do que aconteceu depois.
Um brilho contido passou pelos olhos de Franciele.
Ela sabia que a irmã mais velha estava escondendo a verdade de propósito.
Fazia aquilo apenas para dificultar sua vida.
— O que você quer? O que eu preciso fazer para você me dizer onde minha mãe está?
Ela perguntou, cerrando os punhos.
Eliana olhou para ela e sorriu de novo.
Aquele sorriso era quase arrepiante.
— Está vendo aquelas bebidas na mesa de centro? Beba tudo, e talvez a minha memória volte.
Franciele olhou para as bebidas na mesa, incrédula.
Era para ela beber tudo aquilo sozinha?
— Se não quiser, esquece.
Eliana falou com indiferença, observando sua reação.
— Não, eu bebo.
Franciele respondeu depressa.
Para encontrar a mãe, ela não tinha outra escolha.
Droga.
Franciele respirou fundo e começou a beber.
Primeiro usando os copos, depois virando direto da garrafa.
Eliana, que já tinha percebido as intenções dele havia muito tempo, respondeu com um sorriso.
Dito isso, levou o resto do grupo para fora.
Ao passar por Franciele, a garota juntou forças e estendeu a mão, agarrando a perna da irmã.
— Eliana... você... não pode...
Eliana a chutou com repulsa.
— Eu não posso o quê? Franciele, tudo o que está acontecendo com você hoje foi você mesma que procurou! Quem mandou ter a ousadia de me bater? Uma bastarda como você, com que direito achou que podia encostar em mim?
— Presta atenção: na família Duarte, só eu tenho o direito de pisar em você. Se você ousa querer acertar contas comigo, esse é o seu fim!
— Isso mesmo, foi tudo planejado. Ontem à noite eu passei o aniversário com a sua mãe só para depois fazê-la sumir. Se ela não sumisse, como você viria rastejando implorar respostas a mim?
O coração de Franciele afundou.
Então tudo aquilo não passava de uma armadilha montada por Eliana.
Ela tinha caído direitinho.
Pena que percebeu tarde demais.
A porta do camarote foi fechada por Eliana, deixando só os dois lá dentro: ela e Fernando.
Excitado, Fernando a pegou nos braços e a jogou no sofá.
— Franciele, esta noite você é minha!

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