Franciele pediu:
— Você pode me mostrar as imagens das câmeras de segurança daqui?
O gerente respondeu com expressão séria:
— Sinto muito, mas não posso.
Franciele franziu a testa.
— Mas minha mãe desapareceu aqui...
O gerente a cortou com rigidez:
— A senhora só tem suspeitas, não tem provas. Além disso, isto é um clube privado de alto padrão, e temos obrigação de preservar a privacidade de todos os nossos clientes. Não podemos abrir exceções.
Franciele tentou convencê-lo com toda a paciência, mas o gerente continuou recusando.
Sem alternativa, ela teve de ligar para Givaldo.
A primeira coisa que ele disse foi:
— Finalmente encontrou tempo para ir ao cartório comigo?
Franciele respirou fundo, tentando controlar as emoções.
— Eu posso ir ao cartório com você a qualquer momento! Mas agora preciso te perguntar uma coisa!
Givaldo achou que ela tinha ligado para implorar que não se divorciassem.
Mas a primeira coisa que Franciele disse foi que estava pronta para ir ao cartório com ele quando quisesse.
Ele se sentiu instintivamente contrariado.
Desde quando ele tinha se tornado algo que ela podia simplesmente descartar?
— O que foi? — ele perguntou, impaciente.
Franciele falou depressa:
— Você estava com a Eliana comemorando o aniversário da minha mãe ontem à noite, não estava? Você sabe para onde ela foi depois?
Givaldo respondeu, frio e seco:
— Não sei.
E desligou logo em seguida.
Antes de receber a ligação de Franciele, Givaldo tinha recebido uma mensagem de Eliana,
pedindo que dissesse que não sabia de nada, não importava o que Franciele perguntasse.
Ele apenas seguiu as instruções de Eliana.
Mas não esperava que Franciele ligasse para perguntar sobre o paradeiro de Mafalda.
Deveria contar a verdade?
Ele estreitou os olhos sombrios.
No fim, decidiu ouvir Eliana.
O gerente estava ao lado, observando a expressão de Franciele o tempo todo.
Ao ver que ela encerrou a ligação sem conseguir a resposta que queria,
— Como foi que você me chamou?
Eliana se levantou furiosa, pronta para jogar a taça de vinho nela.
Mas alguém a deteve a tempo.
— Eliana, vamos conversar com calma. Pra que tanta agressividade?
Era Fernando Mendes.
Ele também estava naquele camarote.
No momento em que Franciele o viu, suas pupilas se contraíram de tensão.
Ela não esperava que a irmã estivesse se misturando com alguém como Fernando.
Ao ver que Fernando tinha interferido a favor de Franciele, um plano sinistro brilhou nos olhos de Eliana.
Fernando era um playboy conhecido na alta sociedade por ser um verdadeiro lixo.
Ao longo dos anos, já tinha abusado de muita gente.
Se Franciele caísse nas mãos dele, ela poderia usá-lo para se vingar da irmã, não podia?
— Tudo bem. Hoje eu vou relevar em respeito ao Sr. Mendes.
Eliana finalmente conteve a fúria e voltou a se sentar no sofá.
Pelo canto do olho, lançou um olhar a Franciele.
— Fala logo. O que você veio fazer aqui?

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