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Meu Ex Era Frio, Eu Casei de Novo romance Capítulo 125

Ele estava falando da Filomena?

Mas Filomena não era a noiva dele?

Os olhos de Franciele se encheram de dúvida.

Distraída, sua mão escorregou enquanto o ajudava a se vestir.

Sem querer, seus dedos deslizaram pelo peitoral dele.

Quando percebeu o que tinha feito, já era tarde demais.

Franciele arregalou os olhos ao encarar a musculatura firme e atraente diante dela.

Seu rosto delicado ficou vermelho num instante.

O coração batia tão forte que parecia querer saltar do peito.

— Eu... não foi de propósito...

Ela recolheu as mãos às pressas, enquanto até as pontas das orelhas ardiam de vergonha.

Nelson observou o rosto ruborizado dela.

Uma onda de calor se espalhou por seu corpo.

Seu olhar foi ficando cada vez mais intenso.

Franciele sentiu um arrepio subir pela espinha.

Não fazia ideia se ele acreditava ou não em sua explicação.

Rapidamente, jogou o cobertor para o lado, saltou da cama e correu para o banheiro.

Demorou um bom tempo até conseguir se acalmar. Jogou água fria no rosto antes de sair.

Quando finalmente saiu, surpreendeu-se ao ver que Nelson já estava de pé, completamente vestido.

Usava um casaco escuro elegante, e sua aparência parecia ainda melhor do que no dia anterior.

Os traços bem definidos e a postura impecável dele chamavam atenção sem esforço.

Tudo nele exalava uma nobreza intocável.

— Por que... você levantou?

Ela perguntou, atônita.

— Hoje eu vou ter alta! — explicou Nelson.

— Alta? — Franciele franziu a testa por instinto.

Ele havia se machucado ontem e já teria alta hoje? Não era rápido demais?

Os ferimentos mal tinham começado a cicatrizar.

Nelson ergueu uma sobrancelha:

— Vou me recuperar em casa.

Franciele hesitou por um instante.

Então ele só deixaria o hospital para continuar o repouso em casa.

Fazia sentido.

Afinal, ninguém gostava de ficar internado mais do que o necessário.

— Venha aqui e me ajude a andar! — ordenou Nelson de repente.

A combinação de um homem tão atraente com uma mulher tão bonita já chamava atenção por si só.

Somado à fileira de quase uma dúzia de seguranças de preto logo atrás dele, o grupo roubava os olhares de todos pelo caminho.

Assim que saíram da ala de internação, viram vários carros de luxo já aguardando na porta.

Franciele ajudou Nelson a entrar no veículo e já se preparava para se despedir.

Mas Nelson a puxou para o banco de trás junto com ele.

— Aonde você pensa que vai? — perguntou, fitando-a.

— Voltar para a empresa e trabalhar, claro — respondeu Franciele sem hesitar.

Ele era o grande chefe e podia se dar ao luxo de se recuperar em casa.

Ela, por outro lado, não estava machucada e precisava trabalhar normalmente.

— Você é a minha assistente, e cuidar de mim durante a minha recuperação faz parte das suas obrigações! — declarou Nelson, com a maior naturalidade do mundo.

— O quê?

O canto da boca de Franciele tremeu.

Ele estava insinuando que ela deveria ir para a casa dele e virar sua enfermeira particular?

Era verdade que ela era sua assistente, mas se instalar na casa dele não era ultrapassar totalmente o limite profissional?

Enquanto Franciele quebrava a cabeça tentando inventar uma desculpa para recusar, seu celular começou a tocar.

Ela atendeu, e a voz da mãe, Mafalda, soou do outro lado da linha:

— Franciele, eu preciso conversar com você.

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