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Meu Ex Era Frio, Eu Casei de Novo romance Capítulo 124

Franciele virou a cabeça, surpresa.

Foi então que percebeu que Nelson estava deitado bem ao seu lado e que ela mesma estava na cama do hospital.

Franciele ficou paralisada por um segundo antes de voltar à realidade.

Seu rosto pálido corou furiosamente em um instante.

Até as pontas das orelhas começaram a queimar.

— Por que... eu estou na sua cama?

Nelson casualmente lhe estendeu um copo de água.

E lhe entregou junto os remédios reguladores que havia mandado buscar na noite anterior.

— Ontem à noite você teve uma crise... — ele a lembrou, em tom calmo.

A memória atingiu Franciele como um raio.

Sim, ela estava no quarto dele quando a febre interna atacara subitamente.

Lembrava-se também de ter corrido para o banheiro dele para tomar um banho gelado.

O que, infelizmente, não surtira efeito algum.

No fim, teve que implorar a Nelson para conseguir os remédios para ela.

O problema é que ela só tinha lembranças vagas de estar deitada no sofá, esperando a medicação chegar.

Como foi acordar na cama dele?

Será que, incapaz de suportar a tortura até os remédios chegarem, ela mesma havia subido na cama dele?

Não podia ser, podia?

Se fosse verdade, será que ela tinha feito... aquilo... com ele?

— Ontem à noite, eu por acaso...

Franciele forçou um sorriso nervoso e reuniu toda a coragem que lhe restava para perguntar.

Nelson a encarou com seus olhos escuros:

— Por acaso o quê?

Franciele mal conseguia sustentar o olhar dele.

— Eu... eu fiz alguma coisa inapropriada com você?

Algo inapropriado?

Nelson estreitou os olhos:

— Sim. Na verdade, várias.

Franciele ficou sem palavras.

A vergonha que a invadiu foi tão grande que ela quis que a terra se abrisse e a engolisse.

Como... como havia sido capaz de atacá-lo de verdade?

E o pior de tudo é que não se lembrava de absolutamente nada.

Franciele se desculpou atropelando as palavras:

— Sr. Sampaio, sinto muito. Eu... eu juro que não foi de propósito. Eu perdi completamente o controle com aquela crise de ontem à noite...

Ela arregalou os olhos, o rosto queimando até ficar da cor de um pimentão.

Ele havia dormido sem camisa a noite toda? E o pior, havia “dormido” ao lado dela daquele jeito?

Se não fosse pelos remédios que acabara de tomar, com certeza teria outra crise de descontrole ali mesmo.

— Eu o quê? Venha aqui. — Nelson mandou diretamente.

Franciele abaixou os olhos rapidamente, sem coragem de lançar mais um olhar sequer ao abdômen esculpido e tentador dele.

Apenas pegou as roupas separadas para ele, de cabeça baixa, e ajudou a colocá-las em seus ombros.

Tentou mudar de assunto, nervosa:

— Pareceu que alguém veio aqui fora agora há pouco?

E uma das vozes havia soado estranhamente familiar.

Parecia a voz de Filomena.

Felizmente, outra pessoa havia chegado e a levado embora.

Se Filomena a tivesse flagrado deitada na cama de hospital de Nelson, não haveria explicação no mundo que a salvasse.

— Sim, ninguém importante. — Nelson respondeu, com indiferença.

Claro que ele havia percebido que era Filomena exigindo entrar no quarto.

Preocupado que o escândalo acordasse Franciele, havia enviado uma mensagem para Loreta, pedindo que se livrasse da visita inoportuna.

Mas o barulho acabara acordando Franciele de qualquer maneira.

Ninguém importante?

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