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Meu Ex Era Frio, Eu Casei de Novo romance Capítulo 121

Os passos de Franciele pararam abruptamente.

— Sr. Sampaio, precisa de mais alguma coisa?

Nelson ordenou:

— Sirva-me um copo de água.

Franciele olhou para ele por cima do ombro.

Hesitou por um momento, mas acabou voltando, serviu a água e lhe entregou o copo.

— Aqui está, Sr. Sampaio. Venho vê-lo novamente amanhã.

Ela ainda queria ir embora.

Nelson franziu a testa.

De repente, agarrou o pulso dela e a puxou para perto de si.

— Embora você não me deva mais aquele favor de cento e cinquenta milhões, eu ainda lhe devo cinquenta mil... — disse pausadamente, fixando o olhar nos olhos dela.

Franciele piscou, confusa:

— Como assim?

Nelson falou com um tom quase desculpando-se:

— Eu havia prometido que passaria a noite com você, mas, como estou machucado, não poderei satisfazê-la por enquanto.

Franciele sentiu uma pontada de constrangimento.

Não imaginava que ele ainda estivesse pensando naquilo.

— Não precisa, não se preocupe com isso... — ela agitou as mãos apressadamente.

Em vez de passar a noite com ele, na verdade preferia pedir os cinquenta mil de volta.

Nelson manteve a expressão séria:

— Eu sempre cumpro a minha palavra. Além disso, não vou ficar com seus cinquenta mil à toa.

Franciele forçou um sorriso:

— Se você realmente se sente mal com isso, que tal me devolver aqueles cinquenta mil...

Ela nem teve tempo de terminar a frase. A cabeça de Nelson se aproximou de repente, e a respiração quente dele bateu contra a pele sensível do pescoço dela.

Um arrepio percorreu todo o corpo de Franciele.

Uma sensação de calor insuportável nasceu dentro dela, espalhando-se rapidamente por cada terminação nervosa.

Era uma sensação familiar demais.

Instintivamente, o coração de Franciele afundou.

Droga. Parecia que a crise dela tinha voltado.

O que estava acontecendo?

Desde que começara a tomar os remédios reguladores nos horários certos e desistira de Givaldo, ela não sofria uma crise fazia tempo.

Como podia ser tão azarada a ponto de ter uma crise logo naquela noite, bem no quarto de hospital de Nelson?

— Eu... vou usar o seu banheiro por um instante.

Sem esperar resposta, correu para dentro e trancou a porta.

Como Nelson estava hospedado em uma suíte VIP,

o banheiro era espaçoso e tinha um chuveiro excelente.

Franciele já não se importava com mais nada e abriu a ducha na água mais fria possível.

Tirou a roupa rapidamente e entrou debaixo da água gelada.

Esperava que o choque térmico a ajudasse a acalmar os sentidos.

Precisava conter aquele desejo incontrolável.

Especialmente numa situação daquelas, em que, mesmo querendo, nada poderia acontecer.

No entanto, as reações do seu corpo pareciam muito além do seu controle.

A sensação de desconforto só aumentava.

Franciele presumiu que aquilo tivesse relação com a terrível discussão que tivera com Givaldo naquela mesma noite.

Embora odiasse admitir, o fato era que as palavras de Givaldo a haviam abalado profundamente.

Era inacreditável que, mesmo o corpo dela tendo sido prejudicado por Eliana, ele ainda se recusasse a ficar do lado dela.

E, para piorar, ainda ousara questionar se ela não havia interpretado a própria irmã de forma errada.

Aos olhos de Givaldo, Eliana sempre seria o seu antigo amor intocável.

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