— Entendido, senhora minha esposa.
Ele usou um tom deliberadamente rouco e sedutor ao chamá-la de "esposa".
O rosto de Bruna corou de leve.
Que homem atrevido, flertando fora de hora!
Quando os dois finalmente desceram, arrumados.
A mesa da sala de jantar já estava repleta de iguarias.
Havia pratos da culinária ocidental e toques de culinária oriental.
Os funcionários serviram os pratos com uma organização impecável e se retiraram em seguida.
Era evidente que recebiam um treinamento rigoroso.
Na cabeceira da mesa, sentava-se uma mulher aparentando cerca de quarenta anos. Vestia roupas de grife e ostentava uma maquiagem clássica e elegante.
Cada gesto seu transpirava nobreza.
Ao ver Bruna e Uriel entrarem, Paloma levantou-se prontamente para recebê-los.
— Venham, sentem-se. Eu não sabia se vocês estavam acostumados com comida ocidental, então pedi que preparassem alguns pratos mais familiares. O Sr. Braga não poderá comer nada depois das oito, então é melhor se alimentar bem agora.
Uriel agradeceu a hospitalidade e sentou-se ao lado de Bruna.
Após se acomodarem, Paloma apresentou a mulher que ocupava o lugar de honra.
— Esta é a minha mãe, Verônica Viana.
Em seguida, indicou Bruna e Uriel, apresentando-os à mãe.
— Mãe, esta é a minha grande amiga Bruna Moraes, e este é o marido dela, Uriel Braga. Eles vieram a Vereda da Serra para um tratamento médico e eu os convidei para ficarem conosco.
Verônica era uma mulher de postura imponente, mas abriu um sorriso cortês para o casal.
— Por favor, perdoem-nos se houver qualquer falha em nossa hospitalidade.
Bruna respondeu com um sorriso amigável: — Seremos um incômodo para a senhora nos próximos dias.
Após os cumprimentos iniciais, começaram a comer.
Bruna então perguntou: — A senhora está se referindo à competição de design?
Verônica assentiu.
— Exatamente. A Paloma disse que você é brilhante no que faz, e eu confio no julgamento da minha filha. Mas esse torneio é de vital importância para nós duas. Quero que seja sincera comigo, Srta. Moraes: você tem certeza de que pode vencer?
Bruna voltou os olhos para Paloma, que agora encarava o prato, cabisbaixa.
Ela parecia dividida entre a impotência e a frustração.
Após ponderar por um momento, Bruna respondeu com total franqueza.
— Em uma competição, nunca há garantias absolutas, Dona Verônica. Sinto muito, mas não posso prometer uma vitória certa. O que posso garantir é que darei o meu sangue nesse projeto para maximizar as nossas chances.
A expressão de Verônica tornou-se ainda mais pesada ao ouvir a resposta.
Ela fez menção de retrucar, mas Paloma interveio.
— Chega, mãe. O Sr. Braga vai fazer exames médicos amanhã, por que trazer isso à tona agora? Ainda temos tempo para nos preparar para a competição. Vamos priorizar o que é mais urgente.

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