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Meu Amor, Meu Traidor romance Capítulo 769

A revelação trouxe lágrimas aos olhos de Bruna, que sorriu docemente.

— É isso mesmo. Nós morávamos juntos e adorávamos comer hot pot naquela época.

Segurando firme a mão dela, Uriel perguntou, com a voz carregada de expectativa: — Você pode me levar ao lugar onde morávamos?

Bruna balançou a cabeça com tristeza.

— Não é que eu não queira te levar. O quarteirão onde o nosso apartamento ficava foi desapropriado pela universidade local para uma expansão. O prédio não existe mais, não restou nenhum vestígio dos nossos dias lá.

A decepção no rosto de Uriel foi quase palpável.

Bruna deu um passo à frente e acariciou o rosto dele com carinho.

— Assim que essa cirurgia acabar, tenho certeza de que todas as suas memórias vão voltar. E mesmo que os lugares não existam mais, essas lembranças viverão para sempre nos nossos corações.

Uriel assentiu devagar.

E assim, de mãos dadas, eles finalmente deixaram o hospital.

...

No meio daquela mesma noite.

Com Uriel dormindo profundamente, Bruna desceu as escadas para beber água.

Na penumbra da sala de estar, avistou o contorno de uma figura sentada.

Ela se sobressaltou, mas logo reconheceu a silhueta. Era Paloma.

Aliviada, tocou o peito e caminhou até ela.

— Por que você está acordada no meio da madrugada, sentada no escuro? Que susto você me deu.

Bruna aproximou-se e acendeu a luz.

A iluminação súbita ofuscou a sala. Paloma, acostumada à escuridão, cobriu os olhos com o antebraço e só os abriu quando a claridade deixou de incomodar.

Ela não respondeu à pergunta.

Apenas continuou lá, afundada no sofá em um silêncio sepulcral. Várias garrafas de bebida alcoólica estavam espalhadas à sua frente.

O cheiro forte de álcool impregnava o ambiente.

Bruna franziu a testa, a preocupação tomando conta de si.

— O que foi que aconteceu?

Capítulo 769 1

— A culpa é toda minha. Minha mãe teve que sacrificar tudo por minha causa...

O choro de Paloma era de cortar o coração.

Bruna só pôde abraçá-la mais forte, oferecendo o conforto do silêncio.

As intrigas da realeza eram um terreno completamente obscuro para ela.

Porém, considerando os métodos extremos que Paloma utilizou para forçá-la a viajar, Bruna já suspeitava que a competição fosse um campo minado.

Caso contrário, sua amiga jamais teria agido com tanto desespero.

Sentindo-se impotente diante do quadro, Bruna apenas perguntou:

— E se nós continuarmos na competição? Ainda há alguma chance de reverter a situação?

Capítulo 769 2

Dizendo isso, Paloma olhou nos olhos de Bruna. Ela apertou as mãos da amiga, com uma determinação triste moldando seu semblante.

Capítulo 769 3

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