Mas era a primeira vez que João via Jackson partir para o tudo ou nada.
"Quem mais aqui colocou as mãos na minha esposa?"
A voz de Jackson era fria o suficiente para gelar a espinha.
Os malandros balançaram a cabeça como se fossem chocalhos.
Jackson soltou um grunhido gelado, e, antes que o loiro pudesse se levantar direito, nocauteou-o com outro soco, só então aceitando o lenço de papel que João lhe ofereceu.
"Dizem que seu tio é um homem de muitos recursos. Vou mandar você pra ele, e aproveita pra dar um recado: peça pra ele preparar mais velas pra si mesmo."
Ao ouvir isso, o loiro estremeceu dos pés à cabeça.
Jackson entrou no carro, finalmente aliviado, e a expressão sombria em seu rosto suavizou um pouco.
João entregou-lhe água, demonstrando preocupação: "Diretor Tavares, para acertar as contas, basta dar a ordem. Vai ter fila de gente querendo fazer isso por você."
Jackson borrifou um pouco de álcool gel nas mãos, e seu olhar era como um lago gelado.
"Eles machucaram minha esposa. Se eu não fizer isso pessoalmente, não sou digno de ser marido dela."
João assentiu, pensando consigo mesmo: Procurar alguém pra servir de saco de pancadas... não é porque não consegue descontar nela?
……
No dia seguinte, quando Celina acordou, não viu Jackson e também não perguntou por ele.
Apenas uma mensagem de Jackson repousava silenciosamente no celular.
Pedia para ela se alimentar direito.
Após quatro anos de casamento, ela não escondia nada dele. Ele até sabia a senha do celular dela de cor.
Aproveitou enquanto ela dormia para tirar a si mesmo da lista de bloqueados.
Já que estava desbloqueado, que ficasse. Celina não respondeu à mensagem, tomou café da manhã e foi direto para o hospital.
O avô já havia saído da UTI e estava agora em um quarto comum.
Ela foi procurar o médico para solicitar o uso do remédio que custava R$1,2 milhão por dose.
"Pense bem, é R$1,2 milhão por mês, sem poder interromper," advertiu o médico.

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