"Alice…"
Elisa gritou, ficando pálida de medo.
Mas Celina não demonstrou nenhuma intenção de se desculpar.
"Sra. Furtado, o motivo pelo qual a vovó não gosta da senhora não é por causa do seu passado, em que trocava de parceiros como quem troca de roupa, mas porque os seus valores são tão podres quanto óleo de cozinha usado: sujos, venenosos e sempre borbulhando por aí."
"Você está chamando quem de mulher vulgar?!"
Vinicius, que chegara às pressas, agarrou Celina pelo ombro por trás, virando-a bruscamente.
A mão levantada estava prestes a descer, mas Jackson, ágil, segurou-o pelo pulso.
Com a voz grave, o homem disse: "Pai, ela é minha esposa."
A mão de Vinicius acabou não descendo.
Ele soltou o braço do filho, perguntando com a voz trêmula: "Ela insultou minha esposa, e você ainda vai continuar passando a mão na cabeça dela?"
Nesse momento, a senhora idosa também desceu as escadas. Ao ver a confusão na sala, franziu a testa.
Percebendo que agora havia plateia, Elisa chorou ainda mais alto.
"Alice, você está bem? Um prato tão pesado, ela jogou com força em você! Se fosse comigo, acho que até meus ossos teriam quebrado."
Vinicius olhou para Celina com um olhar que parecia querer despedaçá-la.
Jackson puxou Celina para o lado e, em poucos passos, chegou até Alice, agachando-se para tirar as migalhas de biscoito amanteigado das costas dela.
"Você se machucou?"
Celina, agora longe de Vinicius, quase perdeu o equilíbrio antes de conseguir se firmar.
Era a primeira vez que via Jackson falar com outra mulher em tom tão suave.
Ela não sentiu dor, apenas uma vaga sensação de vazio.
Alice estava um pouco pálida, mas balançou a cabeça.
"Estou bem, foi só um acidente da minha cunhada…"
Ao tentar livrá-la da culpa, Alice a empurrava ainda mais para o centro do conflito. Celina baixou os olhos, pensando em como devolver essa facada invisível.
"Quer ir ao hospital?"
Jackson ajudou Alice a se levantar.

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