Então, naquela noite, os dois ainda dormiram em quartos separados.
Só que Jackson foi para o escritório.
Na manhã seguinte, Jackson desceu as escadas vestindo um terno impecável.
Era um verdadeiro modelo nato, elegante por natureza.
Dona Costa trouxe o café da manhã.
"A senhora já acordou?" ele perguntou.
"Ainda não, quer que eu a chame?"
"Não precisa, deixe que ela durma."
O Diretor Tavares ainda tinha um pouco de consideração.
"A senhora anda com uma aparência cansada, Diretor Tavares, não quer chamar um velho curandeiro para dar uma olhada nela?"
Jackson ficou em silêncio por um momento. "Entendi."
Dona Costa serviu-lhe um mingau. Jackson, ao ver aquela cor escura e sentir um leve cheiro estranho, franziu o cenho.
"O que é isso agora?"
"Mingau de arroz negro com rabo de boi e óleo de peixe, foi a senhora que pediu ontem à noite para preparar especialmente para o senhor. Ela disse... as palavras exatas dela foram..."
Dona Costa hesitou.
"...que o senhor trabalha muito recebendo visitas, precisa se fortalecer."
Jackson não pôde deixar de sorrir, meio aborrecido.
"Então prepare um café da manhã para ela também."
Depois de dar as instruções a Dona Costa, Jackson não tocou na "gentileza" preparada por Celina, pegou as chaves do carro e saiu.
Celina acordou já com o sol alto.
Ao vê-la descer, Dona Costa se aproximou e disse: "Senhora, o Diretor Tavares já foi para a empresa, e o café da manhã que a senhora preparou para ele, ele não comeu."
Celina não demonstrou preocupação. "Tudo bem, pular uma refeição não vai matá-lo."
Dona Costa tirou um envelope de documentos.
"O Diretor Tavares mal saiu e logo depois a transportadora entregou isto. Não tinha nome do destinatário, mas era o nosso endereço, então assinei."
Celina olhou o remetente: veio de Aalborg.
De novo os assuntos em alta, de novo correspondência... Alguém já não conseguia mais se controlar?
Sem demonstrar emoções, ela disse: "Certo, deixe que eu resolvo."

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